9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 621 a 630


PNa0163 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Perfil dos brasileiros com relato de diagnóstico de câncer de boca, orofaringe ou laringe
Lara Martins Araújo, Nildelaine Cristina Costa Rocha , Débora Rosana Alves Braga Silva Montagnoli, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal descritivo analisou o perfil de indivíduos com relato de diagnóstico de câncer de boca, orofaringe ou laringe. Variáveis sociodemográficas, de acesso e uso dos serviços e de condições de saúde, provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), foram analisadas descritivamente no programa SPSS 22. A amostra foi composta por 91 indivíduos, com idade média de 63,46 anos. A maioria era do sexo masculino (59,90%), relatou ser da raça branca (58,30%), ter até 9 anos de estudo (59,00%), renda per capita de até um salário mínimo (48,40%), ter domicílio com água tratada para beber (76,70%), rede de esgoto (83,10%) e coleta de lixo (95,40%). Entre os fatores de risco, a maior parte declarou não consumir álcool (74,80%) e não fumar (66,90%). Sobre o acesso e uso dos serviços de saúde, a maioria relatou não possuir plano médico (73,00%) ou odontológico (96,40%), mas 99,20% relataram ter consultado um médico no último ano e apenas 41,60% relataram consulta odontológica no mesmo período. Sobre os hábitos de higiene bucal a maioria relatou utilizar escova (93,90%) e pasta de dente (92,01%), mas apenas 48,70% relataram uso do fio dental. A saúde geral foi considerada regular por 46,60% dos respondentes, enquanto a bucal foi avaliada como boa/muito boa por 62,80%. Além disso, 65,90% não relataram dificuldades para se alimentar e 58,40% não referiram limitações funcionais decorrentes da doença.

O perfil dos participantes mostrou-se condizente com a literatura. Muitos indivíduos ainda mantêm fatores de risco para o desenvolvimento da doença, apresentam baixa frequência de consultas odontológicas regulares e parecem dissociar a saúde bucal da geral.

(Apoio: CAPES)
PNa0164 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores associados ao tipo de serviço odontológico utilizado e interação com o sexo na população adulta brasileira: uma análise multinível
Nildelaine Cristina Costa Rocha , Juliana Vaz de Melo Mambrini, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
Odontologia Social e Coletiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou fatores associados ao tipo de serviço de saúde bucal utilizado pela população adulta brasileira e possíveis interações com o sexo. Dados de 7460 adultos, de 35 a 44 anos, que participaram do SB Brasil 2023, residentes em 331 municípios, foram analisados. O desfecho foi o tipo de serviço odontológico utilizado, dicotomizado em público e privado. As variáveis independentes individuais incluíram sexo, idade, cor da pele, escolaridade, recebimento de Bolsa Família, plano de saúde, acesso à internet, tempo e motivo da última consulta, dor de dente, cárie, CPI, autopercepção da saúde bucal e de necessidade de tratamento. As variáveis contextuais incluíram IDH, Índice de Gini e cobertura de saúde bucal. Os dados foram analisados por Regressão Logística Multinível, com ponderação amostral e erros padrão robustos, no STATA 14.0. O maior uso de serviço público foi associado à maior desigualdade de renda (2º e 3º tercis do Índice de Gini, respectivamente: OR=2,09; IC95%:1,11-3,90; OR=2,17; IC95%:1,24-3,81) e recebimento de Bolsa Família (OR=1,83; IC95%:1,38-2,44). Maior escolaridade (≥9 anos; OR=0,28; IC95%:0,15-0,54), ter plano de saúde (OR=0,10; IC95%:0,04-0,23) e acesso à internet (OR=0,52; IC95%:0,29-0,94) associaram-se ao menor uso desse tipo de serviço. A análise de sensibilidade confirmou a estabilidade dos resultados. Apenas a cobertura de saúde bucal (2º tercil) apresentou interação significativa com o sexo feminino (OR = 2,61; IC95%: 1,14-5,96; p = 0,023).

O tipo de serviço de saúde bucal utilizado por adultos foi associado a fatores individuais e contextuais, com maior uso de serviço público por indivíduos com maior vulnerabilidade social e por mulheres em contextos com maior oferta do serviço.

(Apoio: CAPES)
PNa0166 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores psicossociais maternos e seu impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal de crianças com TEA
Victor Bruno Ferro Uchoa, Cleaide Ataíde Lima Assuncao, Lorena Lúcia Costa Ladeira, Susilena Arouche Costa
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre fatores psicossociais maternos e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Trata-se de um estudo transversal com 150 mães de crianças com TEA, recrutadas em clínicas especializadas no Maranhão. A QVRSB foi avaliada pelo Parental-Caregiver Perceptions Questionnaire (P-CPQ). Ansiedade, estresse percebido, suporte social e qualidade do sono materno foram mensurados por instrumentos validados. Foram realizadas análises de regressão linear múltipla hierárquica, com nível de significância de 5%. A média do escore total do P-CPQ foi 14,48 (±11,14). Maiores níveis de ansiedade materna estiveram significativamente associados a piores escores de QVRSB (β=0,36; IC95%: 0,17-0,56; p<0,001), enquanto maior suporte social apresentou associação inversa (β=-0,10; IC95%: -0,20- -0,00; p=0,049). A ansiedade materna associou-se a maior impacto emocional (β=0,14; p<0,001), funcional (β=0,10; p=0,002) e social (β=0,19; p<0,001). Maior nível de suporte no TEA e pior qualidade do sono materno também influenciaram domínios específicos.

Conclui-se que fatores psicossociais maternos, especialmente ansiedade e suporte social, estão associados à QVRSB em crianças com TEA. Esses achados reforçam a importância de abordagens interdisciplinares que integrem saúde bucal e suporte psicossocial familiar.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNa0168 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Uso de serviços odontológicos por crianças com Transtorno do Espectro Autista atendidas em um centro especializado no sul do Brasil
Laura Dos Santos Hartleben, Gabriela Kraemer, Lisandrea Rocha Schardosim, Marina Sousa Azevedo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo observacional investigou a utilização de serviços odontológicos por crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com até sete anos e onze meses de idade, atendidas em um centro educacional especializado no sul do Brasil. Por meio de questionário semiestruturado aplicado a 94 cuidadores, analisaram-se as barreiras relatadas e os fatores associados ao uso dos serviços, tendo como desfecho principal a ida ao dentista. Foram coletados dados socioeconômicos e demográficos, nível de suporte, motivo da consulta e barreiras ao atendimento odontológico. A análise incluiu estatística descritiva e o Teste Exato de Fisher para testar as associações e um valor de P<0,05 foi considerado estatisticamente significante. Observou-se que 45,7% das crianças nunca haviam consultado o dentista, sendo a falta de necessidade o motivo mais referido (55,8%). Entre aquelas que consultaram, a primeira visita ocorreu no primeiro ano de vida (15,7%), entre 2 e 4 anos (47,1%) e entre 5 e 7 anos (37,2%). O principal motivo da consulta foi orientação e prevenção (31,4%). A maioria utilizava o serviço menos de uma vez ao ano (44,9%), com uso semelhante entre rede pública (47,1%) e privada (45,1%). Barreiras relatadas incluíram custo financeiro, ausência de profissionais qualificados e dificuldades sensoriais e comportamentais da criança. A idade mostrou associação significativa com a consulta odontológica, mais frequente entre crianças de 6 a 7 anos (p=0,007) em comparação aos mais jovens.

O uso de serviços odontológicos por crianças com TEA é baixo e tardio, aumentando com a idade. Barreiras estruturais e comportamentais influenciam o uso, evidenciando a necessidade de qualificação profissional e incentivo à atenção precoce.

PNa0170 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Produção digital de próteses no Sistema Único de Saúde: análise econômica preliminar dos custos diretos
Eduarda Betiati Menegazzo, Matheus Borges Loures, Maria de Lara Araujo Rodrigues, Maria Regina Vinhadelle Neves, Rafaela da Silveira Pinto, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Carlos José Soares, Jaqueline Vilela Bulgareli
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho teve como objetivo realizar uma avaliação econômica parcial dos custos diretos de insumos utilizados na produção digital de próteses fixas unitárias e placas oclusais impressa no âmbito do SUS. Trata-se de uma avaliação econômica parcial, conduzida sob a perspectiva dos custos diretos de aquisição de materiais de consumo utilizados nas etapas clínicas e laboratoriais do fluxo digital. O estudo integra um projeto piloto aprovado pelo Ministério da Saúde, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia, em cinco polos regionais. Os preços dos insumos foram obtidos por levantamento de mercado em até três fornecedores nacionais, adotando-se a média aritmética como referência. Não foram incluídos custos de manutenção, depreciação, infraestrutura ou mão de obra. Considerando uma estimativa de produção mensal de 100 próteses fixas unitárias e 100 placas oclusais, e com base no custo médio dos insumos obtidos por levantamento de mercado, o custo direto unitário foi estimado em R$ 120,28 para placas oclusais e R$ 295,96 para próteses fixas unitárias impressas produzidas por fluxo digital.

Os achados evidenciam que a incorporação do fluxo digital para a produção de próteses fixas unitárias e placas oclusais no SUS apresenta viabilidade sob a perspectiva dos custos diretos de insumos, constituindo uma alternativa promissora para ampliação do acesso à reabilitação protética. Este estudo inaugura uma agenda de investigação mais ampla, sendo necessários estudos futuros que incluam a produção de próteses totais, bem como análises de custo-efetividade e avaliações econômicas completas, a fim de subsidiar de forma mais abrangente a tomada de decisão na incorporação dessas tecnologias no sistema público de saúde.

(Apoio: INCT  N° 406840/2022-9  |  CNPq  N° 001)
PNa0175 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Percepções sobre cuidados bucais após cirurgia bariátrica e desenvolvimento de material educativo
Grace Schuch, Marcelo Sperandio, Juliana Cama Ramacciato, Tatiane Marega
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cirurgia bariátrica é um importante recurso terapêutico para a obesidade grave, porém pode repercutir na saúde bucal e demandar cuidados específicos. O objetivo deste estudo foi compreender as percepções de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica sobre os cuidados bucais no pós-operatório, subsidiando a elaboração de um material educativo. Realizou-se uma pesquisa descritiva e aplicada, com aplicação de questionário a 62 participantes. Os resultados mostraram melhora significativa da qualidade de vida após a cirurgia e reconhecimento da necessidade de mudanças de hábitos. Em relação à saúde bucal, observou-se relato de alterações após o procedimento, embora a maioria não tenha referido aumento importante de sensibilidade dentária, cárie, desgaste dentário ou dor gengival. Verificou-se baixa frequência de orientação odontológica antes e após a cirurgia, além de carência de informações sobre cuidados bucais e possíveis complicações orais. Houve ampla aceitação da proposta de elaboração de um material educativo, com concordância sobre a necessidade de orientações específicas para esse público.

Conclui-se que existem lacunas na orientação em saúde bucal de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, reforçando a relevância de se desenvolver um material educativo para promoção do autocuidado e prevenção de agravos bucais.

PNa0177 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

"Boca que ensina, sorriso que inclui"
Isabel Rosana Benati, Tatiane Marega, Juliana Cama Ramacciato, Marcelo Sperandio

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saúde bucal é um componente essencial da qualidade de vida, influenciando diretamente aspectos como alimentação, comunicação, autoestima e bem-estar geral. No entanto, no caso dos Pacientes com Necessidades Especiais (PNE), o cuidado odontológico é frequentemente negligenciado devido à falta de capacitação dos profissionais de saúde e à escassez de materiais educativos acessíveis aos cuidadores e familiares. Será desenvolvido um E-Book e um site com blog especializado em saúde bucal voltado ao público PNE, oferecendo conteúdo técnico e prático, elaborado a partir de revisão bibliográfica e levantamento qualitativo das principais dificuldades enfrentadas nesse contexto. Utilizando ferramentas digitais de criação, plataformas de hospedagem e recursos interativos, o projeto propõe uma solução inovadora de caráter informativo, formativo e colaborativo. Conta também com espaço de troca de informações e experiências, permitindo que profissionais, cuidadores e familiares compartilhem depoimentos, desafios e soluções, promovendo aprendizado coletivo e engajamento. É de grande relevância as parcerias com profissionais e empresas que oferecem serviços e produtos voltados para PNE, criando uma rede de apoio e ampliando o aceso a soluções especializadas.

Esta iniciativa contribui para reduzir desigualdades no acesso ao cuidado odontológico e fortalecer a rede de apoio entre profissionais, cuidadores e familiares.

PNa0179 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Conhecimento, percepção de risco e preparo para orientação sobre cigarros eletrônicos entre estudantes de Odontologia
Enzo de Carvalho Santinato, Michele Baffi Diniz, Renata Oliveira Guaré
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de cigarros eletrônicos (CE) tem crescido de forma expressiva, especialmente entre jovens, impondo novos desafios à prática odontológica. Este estudo avaliou o conhecimento, a percepção de risco e o preparo de estudantes concluintes de Odontologia para orientar pacientes quanto ao uso desses dispositivos. Participaram 139 estudantes do último ano de uma universidade privada em São Paulo (28,7 ± 7,7 anos; 68,3% do sexo feminino), que responderam a um questionário sobre uso, conhecimento, percepção de risco e formação acadêmica relacionada aos CE. Os dados foram analisados por estatística descritiva e teste do qui-quadrado de Pearson (p < 0,05). Mais da metade dos estudantes (55,4%) já experimentou cigarros eletrônicos, embora apenas 10,1% relatem uso recente. Apesar da elevada percepção de risco, 89,9% consideram os CE tão ou mais prejudiciais que o cigarro convencional. O conhecimento mostrou-se incompleto: apenas 56,8% sabem que a comercialização desses dispositivos é proibida no Brasil. Embora a maioria reconheça a presença de nicotina (77,7%) e os efeitos nocivos do aerossol (91,4%), menos da metade (48,2%) relatou ter recebido informações sobre o tema durante a graduação, e 51,1% não se sentem preparados para orientar pacientes. Não houve associação entre uso prévio e percepção de risco (p = 0,931), mas a formação acadêmica associou-se ao preparo para orientação (p < 0,001).

Os estudantes apresentam elevada percepção de risco em relação aos cigarros eletrônicos, porém com conhecimento parcial e preparo limitado para a orientação clínica, evidenciando que a formação acadêmica exerce papel determinante na capacitação profissional.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNa0181 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Capital social e condições de saúde bucal em quilombolas do Médio Vale Jequitinhonha: um estudo transversal
Edwin Cardoso Neves, Rafaella Calixto Vieira Praes, Maria Rita Lima Lopes, Cristina Isolan, Thiago Fonseca Silva, Dhelfeson Willya Douglas-de-Oliveira, Paula Cristina Pelli Paiva, Haroldo Neves de Paiva
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo descrever as condições de saúde bucal e analisar associações com o capital social em comunidades quilombolas do Médio Vale do Jequitinhonha (MVJ), Minas Gerais. Trata-se de um estudo transversal, conduzido em 11 comunidades do MVJ. Foram incluídos indivíduos autodeclarados quilombolas com 18 anos ou mais, residentes nas comunidades selecionadas. A coleta de dados incluiu entrevistas utilizando formulário socioeconômico e o Questionário Integrado para Medir Capital Social e exames físicos intraorais. Participaram 369 indivíduos, com média de idade de 49,87 anos, sendo 70,5% do sexo feminino. O índice CPO-D médio foi de 12,95, com predominância do componente perdido (83,5%). A prevalência de cárie ativa foi de 41,1% e o edentulismo total acometeu 18,2% da amostra. Na análise bivariada, o CPO-D elevado apresentou associação estatisticamente significativa com a idade (p < 0,001) (RP = 17,76; IC 95%: 2,31-23,59) e o estado civil (p = 0,008) (RP = 0,163; IC 95%: 0,036-0,732). A presença de cárie ativa também esteve associada à idade (p = 0,001) (RP = 2,062; IC 95%: 1,352-3,144). Na análise multivariada de Poisson, ajustada pelo sexo, indivíduos com 50 anos ou mais apresentaram menor razão de prevalência de CPO-D elevado (RP = 0,929; IC95%: 0,888-0,971; p = 0,001). Indivíduos não casados apresentaram maior razão de prevalência de CPO-D elevado (RP = 1,044; IC95%: 1,004-1,085; p = 0,032).

Conclui-se que existe uma elevada carga de doenças bucais entre os quilombolas da região, com destaque para a perda dentária e doença cárie. Possuir menos de 50 anos e não ser casado foi associado a maior razão de prevalência de CPO-D elevado. Não houve associação significativa entre condições de saúde bucal e os domínios do capital social.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
PNa0182 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise de caminhos relacionando saúde bucal com estado nutricional e funcional de pessoas idosas: um estudo transversal
Fernanda Vaz de Melo Diniz Cotta, Alvaro Augusto da Silva Alves, Aline Araujo Sampaio, Thayse Mayra Chaves Ramos, Fernanda Lamounier Campos, Kevan Guilherme Nóbrega Barbosa, Raquel Conceição Ferreira
DOSP UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se a relação entre indicadores de saúde bucal e a condição nutricional e funcional de residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) de Belo Horizonte, MG. Os dados foram coletados em prontuários, entrevistas, exames físicos e bucais por pesquisadores treinados e calibrados. O estado funcional foi uma variável latente resultante da fragilidade, incapacidade, dependência funcional e sarcopenia. A circunferência da panturrilha indicou a condição nutricional. As variáveis de saúde bucal foram número de dentes naturais, higiene, performance mastigatória e dependência para higiene bucal. Sexo, idade e número de comorbidades foram as covariáveis. As associações foram testadas por modelagem de equações estruturais. Das 307 pessoas idosas, 295 tiveram a condição funcional avaliada e 194 passaram por exame bucal. A maioria das pessoas idosas foram consideradas frágeis ou pré-frágeis. A dependência na escovação e o acúmulo de biofilme foram relacionados a maior perda funcional. A circunferência maior da panturrilha foi associada a menor declínio funcional. Performance mastigatória e o número de dentes não mostraram relação direta com o estado funcional. Maior número de dentes naturais se relacionou positivamente com melhor performance mastigatória e esta com maior circunferência de panturrilha. Efeitos indiretos indicaram relação significativa entre número de dentes naturais e circunferência de panturrilha mediada por performance mastigatória.

A perda dentária, mediada pelo comprometimento da performance mastigatória, está associada a pior condição nutricional. Esta condição e o maior acúmulo de biofilme resultam em maior perda funcional em pessoas idosas.

(Apoio: CAPES)



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