9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 651 a 660


PNb0204 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Enxaguatórios bucais de óleos essenciais manipulados com NaF: alternativa promissora à ultraestrutura dental e viabilidade celular
Ana Karoline Oliveira Nunes, Izabella Cristina Bandeira Saldanha, Yuri da Silva Borges, Gabriella Lucina Monteiro Xavier, Joanne Brasil Araujo, Maria Emília Mota, Maria Stella Nunes Araujo Moreira, Roberta Souza D'Almeida Couto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar parâmetros químicos, viabilidade celular e efeitos ultraestruturais de enxaguatórios bucais de óleos essenciais (OEs) manipulados com fluoreto de sódio (NaF) sobre os tecidos dentais. Foram avaliados três enxaguatórios de OEs, manipulados e formulados imediatamente antes do uso, com adição de NaF a 0,05%: BaCloTea (manjericão, cravo e melaleuca), EucaLem (eucalipto e limão) e Cinnamon (casca de canela) e dois enxaguatórios de OEs comerciais prontos para uso: List AC (Listerine Anticáries) e List CM (Listerine Cool Mint). O ácido cítrico a 0,3% foi controle negativo e o NaF a 0,05% o positivo. Variáveis pH, biodisponibilidade de fluoreto e citotoxicidade submetidas à ANOVA/Tukey e os efeitos químicos/ultraestruturais dos substratos por espectroscopia infravermelho transformada de Fourier (FTIR). Os enxaguatórios manipulados apresentaram pH levemente ácido (6,22 a 6,90) e biodisponibilidade de fluoreto semelhante ao NaF (225ppm), enquanto as formulações comerciais mostraram maior acidez (4,61 a 4,79) e o List AC, menor teor de flúor livre que o informado no rótulo (145,9ppm). Todos os enxaguatórios apresentaram viabilidade celular superior a 70%, sendo o BaCloTea o perfil de segurança mais favorável. Na análise de FTIR, BaCloTea, EucaLem e Cinnamon promoveram picos elevados de fosfato em relação ao NaF, indicando maior preservação das fases mineral e orgânica do esmalte dental. O Cinnamon destacou-se na preservação desses componentes na dentina.

Esses achados indicam que enxaguatórios bucais de OEs manipulados se mostram alternativas promissoras e seguras, com potencial adicionais de remineralização, representando inovação relevante na proteção dos tecidos dentais e manutenção da saúde bucal.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0205 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Prevalência e fatores associados à hipersensibilidade dentinária cervical em uma população adulta brasileira
Laís Herrera Nery , Isabella Rocha Moura, Rafaela Cabral de Oliveira, Maiara Moraes Dos Santos Silva, Stella Ferreira do Amaral
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência e os fatores associados à hipersensibilidade dentinária cervical (HDC) em uma população adulta brasileira. Participaram 224 indivíduos atendidos em uma unidade de Atenção Básica de Saúde Bucal, em Sorocaba/SP. Os participantes responderam a um questionário estruturado contendo dados sociodemográficos, além do autorrelato de HDC e potenciais fatores associados, como hábitos parafuncionais, dieta, higiene bucal e problemas gastroesofágicos. Indivíduos com autorrelato de sensibilidade foram submetidos a um exame clínico intra oral, realizado por examinadores previamente calibrados. A análise dos dados incluiu estatística descritiva, teste do qui-quadrado e regressão logística (SPSS, versão 25.0; p<0.05). A prevalência de HDC foi de 52.7%, sendo mais frequente no gênero feminino (69.5%). Os dentes posteriores superiores foram os mais acometidos (84.7%), com predomínio do lado esquerdo. O estímulo térmico ao frio foi o principal desencadeador da dor (86.4%). Na análise bivariada, observou-se associação significativa entre HCD e faixa etária, bem como o hábito de ranger os dentes durante o sono (p<0.05). Na análise multivariada, apenas a faixa etária de 31 a 50 anos permaneceu associada à HDC (OR =3,91; IC95%: 2,06 - 7,42; p<0.001). O bruxismo do sono apresentou tendência de associação sem significância estatística (p>0.05).

Conclui-se que a HDC apresentou alta prevalência na população estudada, estando associada principalmente à faixa etária de 31 a 50 anos.

(Apoio: CAPES)
PNb0206 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito das ciclagens mecânica e térmica combinadas na adesão de um novo compósito bulk-fill autopolimerizável
Bruna Perazza, Érika Mayumi Omoto, Anderson Catelan, André Luiz Fraga Briso, Caio César Pavani, Ticiane Cestari Fagundes
Odontologia restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o desempenho adesivo de restaurações Classe I confeccionadas com resina composta convencional (RC), bulk-fill fotopolimerizável (RB) e bulk-fill autopolimerizável (RA), após envelhecimento por ciclagens mecânica e térmica combinadas. Foram preparados e restaurados 60 molares humanos de acordo com os sistemas adesivos e materiais correspondentes a cada grupo. Após 24 h de armazenamento, metade dos espécimes foi seccionada para obtenção de palitos (0,9 ± 0,1 mm²), os quais foram submetidos ao teste de microtração. A outra metade foi inicialmente submetida à fadiga mecânica, seguida da obtenção dos palitos, que foram então submetidos à ciclagem térmica antes do ensaio de microtração. Amostras adicionais foram destinadas à análise de nanoinfiltração para avaliação qualitativa da interface adesiva. Os dados foram analisados por ANOVA a dois critérios e teste de Tukey (α = 5%). Após 24 h, não houve diferença entre os grupos quanto à resistência de união (p > 0,05). Entretanto, após o protocolo de envelhecimento combinado, RA apresentou valores significativamente superiores em relação a RC e RB (p < 0,05). Todos os materiais exibiram redução significativa da resistência adesiva após as ciclagens (p < 0,05). Falhas adesivas foram predominantes, sendo observada menor incidência de falhas prematuras no grupo RA após 24 h. A análise de nanoinfiltração revelou uma interface adesiva mais contínua e estável para a resina autopolimerizável, mesmo após o envelhecimento.

Embora o sistema bulk-fill autopolimerizável tenha apresentado desempenho inicial semelhante aos demais, demonstrou maior resistência adesiva após a simulação de envelhecimento mecânico e térmico, indicando potencial superior de durabilidade clínica.

PNb0207 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto de bebidas funcionais nas propriedades ópticas e mecânicas do esmalte dental
Carolina Meneghin Barbosa, Julliana Andrade da Silva, Rafael Pino Vitti, Flávio Henrique Baggio Aguiar, Waldemir Francisco Vieira Junior, Débora Alves Nunes Leite Lima
Clínica Odontológica - Dentistica FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro o efeito de bebidas funcionais (shots matinais) sobre a microdureza e a cor do esmalte dental. Blocos de esmalte/dentina bovinos (4×4 mm) foram distribuídos em quatro grupos (n=10): Controle (água destilada), Morning Shot Sanavita (SM1), Wake Up Shot Bigen (SM2) e Morning Shot Sublyme (SM3). As soluções foram preparadas conforme recomendação dos fabricantes (5 g/15 mL). As amostras foram submetidas à imersão diária por 5 minutos durante 30 dias, o grupo controle foi imerso em água destilada, enquanto os grupos experimentais foram expostos às respectivas soluções. A análise de cor foi realizada obtendo-se ∆L, ∆a, ∆b, ∆Eab, ∆E00 e índice de brancura (∆WID). A microdureza superficial (SMH) foi avaliada pelo teste Knoop. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos e generalizados, com nível de significância de 5%. As soluções apresentaram pH médio de 3,2. Observou-se redução significativa da microdureza em comparação ao grupo controle (p<0,001), enquanto não houve diferença entre os grupos experimentais (p>0,05). Na análise de cor, verificou-se aumento significativo de ∆b, indicando maior tendência ao amarelo, além de elevação de ∆E*ab e ∆E00, com maiores alterações no grupo SM3 (p<0,001).

Concluiu-se que os shots matinais avaliados apresentaram baixo pH e promoveram alterações significativas na microdureza e na cor do esmalte dental.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0209 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da qualidade salivar em pacientes de baixo e alto risco para desgaste dental erosivo
Milena Rodrigues Muniz, Cláudia Allegrini Kairalla, Taís Scaramucci
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou se a qualidade da saliva, determinada por meio do fluxo e pH salivar, difere entre pacientes com alto e baixo risco para desgaste dental erosivo (DDE). Oitenta voluntários foram alocados igualmente em dois grupos, de baixo risco e alto risco para DDE, cujos critérios incluíram presença de refluxo gastroesofágico, vômitos recorrentes e consumo frequente de alimentos e bebidas ácidas. A coleta de saliva estimulada e não estimulada foi realizada em três momentos: inicial, três meses e seis meses, com medição do fluxo salivar em mililitros por minuto e do pH por potenciometria. O grupo de baixo risco apresentou fluxo salivar significativamente maior que o de alto risco, tanto para saliva não estimulada (p=0,016) quanto para estimulada (p=0,032). Para o pH da saliva não estimulada, houve diferença significativa entre os grupos aos três meses (p=0,015) e seis meses (p=0,010), mas não no momento inicial.

Pacientes de alto risco para desgaste dental erosivo apresentam pior qualidade salivar, caracterizada por menor fluxo salivar e pH mais ácido na saliva não estimulada, o que pode reduzir o efeito protetor da película salivar e aumentar a susceptibilidade ao desgaste dentário.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/20569-2)
PNb0210 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Filme hidrogel bioadesivo de quitosana na proteção do esmalte contra erosão: estudo in vitro
Diana Moreira Gomes Martins, Luan Júlio Ruiz da Silva, Vitória Lacerda Santos, Sandra Chaves Daher, Paula Mendes Acatauassú Carneiro, Milton Carlos Kuga, Mileide da Paz Brito, Cristiane de Melo Alencar
Ciências da saúde CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar um filme hidrogel bioadesivo (FI) à base de quitosana como estratégia protetora contra a progressão da erosão do esmalte in vitro, bem como investigar seu perfil de biodegradabilidade. A película foi formulada com quitosana (2%) e alginato (2%) como matriz polimérica, contendo glicerol (20%) como plastificante e reticulada com tripolifosfato de sódio (TPP) para maior estabilidade estrutural. O pH foi ajustado para ~7 e a solução foi moldada por técnica de casting, resultando em filme uniforme com espessura aproximada de 0,5 mm. Espécimes de esmalte bovino (4 × 4 × 2 mm) foram submetidos à erosão inicial com ácido cítrico a 1% por 10 min e distribuídos em três grupos (n = 12): G1 - controle negativo; G2 - filme hidrogel; G3 - controle positivo (verniz fluoretado, 22.000 ppm F). Após imersão em saliva artificial, os espécimes foram submetidos à ciclagem erosiva por 5 dias. A biodegradabilidade foi avaliada por perda de massa após imersão em saliva artificial (37 °C) nos tempos de 1 h, 6 h, 24 h e 3 dias. O desgaste erosivo (µm), a rugosidade linear (Ra) e superficial tridimensional (Sa) foram analisados por microscopia confocal 3D, enquanto a densidade mineral (g/cm³) foi mensurada por micro-CT. O grupo G2 apresentou menor desgaste erosivo e menores valores de rugosidade em comparação aos demais grupos (p < 0,05), além de menor perda de densidade mineral, semelhante ao controle positivo (p < 0,05). A película demonstrou degradação progressiva (8% em 1 h; 12% em 6 h; 30% em 24 h; 65% em 3 dias).

O FI apresentou efeito protetor contra a progressão da erosão do esmalte, associado à biodegradação gradual, podendo representar uma alternativa promissora às abordagens convencionais para o controle do desgaste erosivo.

(Apoio: FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas)
PNb0211 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto da espessura e do tipo de material na resistência de união e passagem de luz em restaurações indiretas
Maria Emilly Rodrigues Araujo, Isabela Travaglini Rizigo, Giovana Rosa Baptista, Anna Caroliny Detogni, Mário Alexandre Coelho Sinhoreti
Departamento de Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a influência do material restaurador indireto, bem como de sua espessura, na resistência de união por cisalhamento (SBS) e na transmissão de luz. Noventa espécimes (11×5 mm) foram confeccionados com dissilicato de lítio (IPS e.max CAD), cerâmica híbrida (VITA Enamic) e resina impressa em 3D (Prizma BioCrown), nas espessuras de 0,7, 1,5 e 2,5 mm (n = 10). Os substratos foram tratados conforme o material e cimentados com Variolink Esthetic DC. A SBS foi avaliada após 24 h e após envelhecimento por termociclagem, com análise dos modos de falha. A transmissão de luz foi mensurada com um radiômetro. Os dados foram analisados por meio de ANOVA de três fatores e do teste de Tukey (α = 0,05). Após 24 h, a Prizma BioCrown apresentou os maiores valores de SBS (0,7: 49,35; 1,5: 39,94; 2,5: 43,58 MPa), seguida de VITA Enamic (24,60; 15,38; 20,72 MPa) e de IPS e.max CAD (27,26; 12,44; 13,06 MPa). O aumento da espessura reduziu a SBS em Prizma BioCrown e IPS e.max CAD, enquanto a VITA Enamic apresentou menor dependência. Após termociclagem, houve redução da SBS na maioria dos grupos, enquanto a VITA Enamic manteve maior estabilidade. A transmissão de luz diminuiu com o aumento da espessura, sendo maior para a Prizma BioCrown e menor para a VITA Enamic. Predominaram falhas mistas.

Conclui-se que a SBS e a transmissão de luz foram influenciadas pelo tipo de material, pela espessura e pelo envelhecimento.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0212 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação na tomada de decisão para o tratamento de restaurações indiretas com falhas localizadas
Fiorella Elizabeth Arevalo Tarrillo, Isabela de Souza Silva, Antonio Carlos Frias, Maria Angela Pita Sobral
Dentistica UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a tomada de decisão de dentistas quanto ao manejo de restaurações indiretas com defeitos localizados, com foco na escolha entre reparo ou substituição e nos fatores associados. Trata-se de um estudo observacional transversal, realizado por meio de questionário aplicado a dentistas em exercício que participavam de cursos de educação continua em uma instituição odontológica no Brasil. Foram coletados dados demográficos e profissionais, além da análise de dois cenários clínicos (estético e funcional). Os participantes indicaram sua conduta preferida e avaliaram fatores como estética, durabilidade e preferências de tratamento. Os dados foram analisados por estatística descritiva e testes inferenciais (qui-quadrado de Pearson e Q de Yule), com nível de significância de 5%. Participaram 303 dentistas. No cenário estético, a substituição foi a opção mais frequente (60,4%), seguida do reparo (21,8%). No cenário funcional, a substituição também predominou (51,2%), embora o reparo tenha apresentado aceitação relevante (41,3%). A maioria considerou o reparo uma abordagem conservadora (58,7%), mas demonstrou preocupação com sua durabilidade (70,6%). A decisão clínica foi influenciada pelo tipo de cenário e pela autoria da restauração.

Conclui-se que os dentistas tendem a preferir a substituição, apesar de reconhecerem o caráter conservador do reparo. A tomada de decisão é influenciada por fatores técnicos, subjetivos e contextuais, destacando a necessidade de diretrizes clínicas mais claras e do fortalecimento de abordagens minimamente invasivas.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/15235-8)
PNb0213 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da Incorporação de Nanocápsulas de Flavonoides na Estabilidade da União de Sistemas Adesivos Universais
Erika Dalet de Paula Koday, Camila Falconi-Páez, Helena Faix Uchaka, Pedro Domingo Madera Cabezas, César Augusto Galvão Arrais
odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou o efeito da adição de nanocápsulas de naringina (NAR) e quercetina (QUE) em adesivos universais, aplicados no modo autocondicionante, na resistência de união à microtração (μTBS) e nanoinfiltração (NI). Foram incorporados 1000 μg/mL de NAR ou QUE aos adesivos Prime&Bond Universal (PBU; Dentsply-Sirona) e Single Bond Universal (SBU, Solventum), originando seis grupos: PBUC (controle), PBUN, PBUQ, SBUC (controle), SBUN e SBUQ. Sessenta terceiros molares hígidos (Parecer nº 7.273.857) tiveram a superfície dentinária oclusal exposta e os sistemas adesivos foram aplicados no modo autocondicionante. Um bloco de resina composta (TPH Spectrum) foi construído por meio de incrementos sobre a superfície oclusal. Os dentes restaurados foram armazenados em água destilada a 37°C por 24h e seccionados nos sentidos vestíbulo-lingual e mesio-distal paralelamente ao longo eixo do dente, originando palitos (0,8 mm²). Os espécimes foram submetidos aos testes de μTBS (n=7) e NI (n=3) em tempo imediato (TI) e 20.000 ciclos térmicos (TC). Os dados foram submetidos à ANOVA de dois fatores e teste de Bonferroni (α = 5%). No TI, não houve diferença estatística entre os grupos (p>0,05). Após a TC, apenas o grupo PBUC apresentou redução na μTBS (p<0,05) e aumento na NI (p<0,05), enquanto os grupos PBUN e PBUQ mantiveram valores de μTBS estáveis e apresentaram menores percentuais de NI em comparação ao controle (p<0,05). Para o SBU, não foram observadas alterações significativas na μTBS ou na NI para os grupos controle ou modificados após o envelhecimento.

A incorporação de flavonoides nanoencapsulados não compromete o desempenho imediato e estabiliza a interface adesiva, favorecendo a longevidade clínica de adesivos universais.

PNb0214 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de métodos de incorporação de ácido gálico em cimento de ionômero de vidro fotopolimerizável: estudo in vitro
Luciana Mara Peixôto Magalhães, Jaqueline Souza de sá Nogueira, Lorena Pinheiro Dantas Farias, Israel Luís Diniz Carvalho, Moan Jéfter Fernandes Costa, Pedro Henrique Sette-de-Souza
PPGO/FOP UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou dois métodos de incorporação de 10% de ácido gálico monohidratado em um cimento de ionômero de vidro (CIV) Riva Light Cure. O primeiro método foi a diluição em meio aquoso (CIVA). O segundo foi a incorporação manual por 10 minutos em cadinho de porcelana com pistilo (CIVM). Corpos de prova foram confeccionados para ambos os grupos e submetidos a testes de absorção, solubilidade, sorção (n=5; 10×2×1 mm), rugosidade, microdureza Vickers (n=5; 2×5 mm), resistência à flexão e módulo de elasticidade (n=5; 25×2×2 mm), conforme ISO 4049. Os espécimes foram fotopolimerizados com aparelho Radii Cal CX. O tempo de presa foi de 20 segundos para o CIVM e de 5 minutos para o CIVA. Não houve diferenças significativas para absorção (p=0,278; d=0,662; CIVA = 584,23 ± 160,10 e CIVM = 495,81 ± 100,19), sorção (p=0,115; d=-0,998; CIVA = 295,78 ± 156,28 e CIVM = 422,25 ± 87,88). Por outro lado, houve diferença quanto a solubilidade (p<0,01; d=8,45; CIVA = 288,44 ± 33,54 e CIVM = 73,57 ± 12,97, rugosidade (p=0,01; d=1,787; CIVA = 0,38 ± 0,12 e CIVM = 0,21 ± 0,06), microdureza (p=0,018; d=1,627; CIVA = 33,22 ± 3,81 e CIVM = 28,52 ± 1,47). O CIVM apresentou resistência à flexão de 28,46 ± 2,72 MPa e módulo de elasticidade mediano de 13,95 MPa. Para o CIVA não foi possível confeccionar corpos de prova nesses ensaios devido à falha de polimerização interna.

Conclui-se que o método de incorporação influencia decisivamente as propriedades do CIV modificado com ácido gálico, especialmente o tempo de polimerização. O método manual demonstrou menor solubilidade e rugosidade, enquanto o método aquoso conferiu maior microdureza. Ambas as técnicas são viáveis, porém com perfis de desempenho distintos.




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