9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2757 Resumo encontrados. Mostrando de 2061 a 2070


PN-R0152 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 5

Manejo Perioperatório Odontológico em Pacientes sob uso de Terapia Imunobiológica: Uma Revisão Crítica
Pedro Emílio Caldas Mota, Gabriel da Silva Pereira, João Pedro Cappai Spatini, Matheus Cardoso Lima de Oliveira, Rafael Leite Zechini, Laura Silva Siano Rodrigues, Lydia Silva Provinciali, Gisele Maria Campos Fabri
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Realizou-se revisão da literatura acerca do manejo perioperatório de pacientes em uso de imunobiológicos submetidos a cirurgias odontológicas. A busca foi realizada nas bases PubMed, Web of Science e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), incluindo 11 estudos entre pesquisas clínicas, revisões sistemáticas e diretrizes clínicas. Analisou-se o perfil farmacológico das terapias, as estratégias perioperatórias e as principais complicações cirúrgicas. Os imunobiológicos inibem alvos específicos do sistema imunológico, impactando na cavidade oral, aumentando o risco de infecções graves. Porém, os estudos evidenciaram ausência de protocolos padronizados e condutas clínicas heterogêneas. As exodontias representaram os procedimentos mais associados à ocorrência de infecções e osteonecrose dos maxilares, especialmente em usuários de denosumabe. A suspensão temporária do fármaco permanece controversa, pois, embora possa reduzir complicações locais, também pode favorecer a reativação da doença sistêmica. Medidas como adequação bucal prévia, antissepsia com clorexidina, antibioticoprofilaxia e técnicas cirúrgicas minimamente invasivas foram frequentemente recomendadas, apesar da limitação das evidências disponíveis.

Conclui-se que o manejo desses pacientes requer avaliação sistemática individualizada, baseada na atividade da doença, no perfil farmacológico do imunobiológico e na complexidade cirúrgica, associada a rigoroso controle infeccioso e planejamento operatório conservador. Estudos multicêntricos prospectivos são necessários para consolidação de diretrizes clínicas seguras, reprodutíveis e baseadas em evidências robustas.

PN-R0159 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 6

Vitamina K2 funcionalizando substituto ósseo e seu impacto na expressão gênica durante a regeneração óssea em defeitos de calvária de ratos
Luiz Guilherme Barzaghi de Oliveira, Juliana de Moura, Bruna Kaori Namba Inoue, Sabrina Cruz Tfaile Frasnelli, Paulo Roberto Botacin, Gabriel Mulinari Dos Santos, Roberta Okamoto
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A regeneração óssea com biomateriais é uma abordagem consolidada; estratégias recentes buscam ampliar sua bioatividade por meio da funcionalização com biomoléculas. Nesse contexto, a vitamina K2 favorece a mineralização óssea, e a sonoquímica destaca-se como técnica promissora para sua incorporação aos biomateriais. Este estudo teve como intuito comparar os efeitos do Cerabone® sonicado, funcionalizado ou não com a vitamina K2, no reparo de defeitos críticos confeccionados em calvária de ratos. Para realização do estudo, foram utilizados 28 ratos machos, distribuídos randomicamente em dois grupos: Cerabone® sonicado (CerS) (n=14) e Cerabone® + vitamina K2 sonicados (Cer+VitK2S) (n=14). Após 10 dias, foi realizada análise de expressão gênica por qPCR para avaliação de marcadores do reparo ósseo e, aos 28 dias, análise por microtomografia computadorizada para quantificação do tecido ósseo neoformado. Os dados foram submetidos à análise estatística (p<0,05). A qPCR demonstrou aumento na expressão de genes relacionados ao reparo ósseo (ALP, RUNX2, OCN e IBSP), enquanto a micro-CT não evidenciou diferenças expressivas entre os grupos. A análise estatística foi realizada com o software Graph Pad Prism, 7.03, com teste t não pareado.

Os resultados indicam que a vitamina K2 favorece a ativação de respostas celulares relacionadas ao reparo ósseo, promovendo aumento da expressão gênica e demonstrando potencial para contribuir com o processo de reparo ósseo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/20823-9)
PN-R0161 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 6

Impacto do curativo intraoral OraAid® no reparo de feridas em mucosa bucal: estudo experimental em ratos
Julia Camily Coutinho Fernandes, Henrique Zambon Massaferro, Marcos Eduardo Gomes Alves, Tatsuya Henrique Kano, Martina Andreia Lage Nunes, Daniela Ponzoni
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O desenvolvimento de curativos intraorais tem se mostrado uma alternativa eficaz para proteger lesões bucais cirúrgicas ou acidentais e auxiliar no processo de reparo, atuando como barreira mecânica contra o ambiente oral, prevenindo infecções e reduzindo dor e sangramento. Este estudo teve como objetivo avaliar e comparar o reparo de feridas cirúrgicas em mucosa bucal de ratos Wistar, em diferentes períodos de cicatrização, com ou sem a aplicação do curativo intraoral OraAid® (TBM, Gwangju, Korea). Foram selecionados 15 animais, sendo a mucosa jugal esquerda destinada ao grupo controle (GPC), com incisão seguida de sutura simples para coaptação dos bordos, e a direita ao grupo experimental (GPE), com incisão, sutura e aplicação do curativo intraoral estabilizado por sutura sobre o material. Foram obtidas 30 amostras, avaliadas aos 1, 3 e 7 dias pós-operatórios (n=5), com eutanásia dos animais em cada período. A análise histológica de todas as bordas das feridas demonstrou reparo semelhante entre os grupos, sem achados relevantes. A análise quantitativa foi realizada pelos parâmetros: intensidade da resposta inflamatória local (IRIL), padrão de organização do tecido conjuntivo (PETC) e epitelial (PETE), sem diferenças estatisticamente significativas na análise intergrupos (p>0,999). Na análise intragrupos, com comparações entre os períodos de 1 e 3, 1 e 7, e 3 e 7 dias, apenas o PETE no GPC apresentou diferença entre 1 e 7 dias. Não houve diferenças significativas para o PETC.

Conclui-se então que o processo de reparo de feridas cirúrgicas intencionalmente criadas em mucosa bucal de ratos, nos três períodos avaliados mostrou-se semelhante com e sem aplicação do curativo intraoral.

PN-R0164 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 6

Leucoplasia verrucosa proliferativa: Uma revisão crítica sobre a etiopatogênese e risco de malígnização
Gabriele Vitória Leite dos Santos , Ana Carolina Scarato E. Souza, Breno Silva Freitas, Camilly Callegaro Marcato, Gabriela Oliveira Duarte, Larissa Alves Almeida Brandao, Paula Carolina de Souza Chandretti Nogueira, Gisele Maria Campos Fabri
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Realizou-se uma revisão da literatura científica recente acerca dos fatores associados ao risco de transformação maligna da Leucoplasia Verrucosa Proliferativa (LVP). A busca foi conduzida nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico, associando os descritores a operadores booleanos, incluindo estudos publicados nos últimos cinco anos. Inicialmente, foram identificados 166 estudos, dos quais 20 foram selecionados para leitura na íntegra após triagem de títulos e resumos. A análise dos estudos demonstrou que a LVP apresenta padrão epidemiológico recorrente, acometendo principalmente mulheres na sexta e sétima décadas de vida, com baixa associação a tabagismo e etilismo, além de predileção por gengiva e mucosa jugal. Apesar da consistência desse perfil clínico, não foi possível estabelecer associação significativa entre sexo ou idade e o risco de transformação maligna. Em contrapartida, a aneuploidia do DNA e os microRNAs destacam-se como potenciais biomarcadores prognósticos de malignização das lesões. Ademais, evidências sugerem que a inflamação crônica e uma microbiota oral pró-inflamatória podem contribuir para a progressão da LVP.

Conclui-se que as características clínicas da LVP não apresentam valor prognóstico consistente para transformação maligna. Em contrapartida, biomarcadores moleculares, como a aneuploidia do DNA e os microRNAs, mostram-se promissores, embora ainda respaldados por evidências limitadas, evidenciando lacunas na predição da evolução da doença.

PN-R0167 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 6

Aplicação de Deep Learning no Diagnóstico Histopatológico de Nevo Intramucoso: Um Estudo Preliminar
Andressa Carvalho Machado, Filipe Azevedo de Abreu Cavalcante, Lucas Marques Vieira, Isabele Caroline Correia de Souza, Audálio Póvoas da Silva Filho, Ericka Janine Dantas da Silveira, Stefânia Jeronimo Ferreira, Fernanda Regina Ribeiro Santos Athayde
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se com o presente trabalho treinar uma Inteligência Artificial, a partir do MobileNet, para a realização de diagnóstico histopatológico de Nevo intramucoso. Foram analisadas imagens histopatológicas de nevo intramucoso provenientes de lâminas digitalizadas do acervo da UFRN, previamente diagnosticadas por patologistas experientes. As imagens, obtidas com ampliação de 25×, foram organizadas em duas classes: com lesão (n=112) e sem lesão (n=56). Um subconjunto independente (25%) foi reservado para teste (hold-out), sem aplicação de augmentation. O modelo foi treinado com os 75% restantes utilizando a MobileNet, com ajuste para classificação binária. O desempenho foi avaliado por acurácia, precisão, sensibilidade e F1-score, sendo posteriormente testado no conjunto independente para verificação da capacidade de generalização. O modelo apresentou treinamento estável, com rápida convergência das curvas de acurácia e perda, indicando aprendizado consistente a partir dos dados. Na avaliação com conjunto independente, obteve acurácia global de 95,24%. Para a classe "com lesão", observou-se precisão de 93,33%, sensibilidade de 100% e F1-score de 96,55%, evidenciando alta capacidade de detecção. Para a classe "sem lesão", a precisão foi de 100%, com sensibilidade de 85,71% e F1-score de 92,31%. A confiança média das predições foi de 99,72% em ambas as classes, demonstrando elevada consistência nas classificações.

O uso de deep learning com MobileNet mostrou bom desempenho no diagnóstico de nevo intramucoso, sugerindo seu potencial como ferramenta auxiliar.

(Apoio: CNPq  |  CNPq)
PN-R0177 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Avaliação dos atributos da atenção primária à saúde bucal no contexto da pandemia COVID-19
Julia Ellen Silva Lima, Laura Silva Castro de Oliveira, Waleska Ohana de Souza Melo, Suely Deysny de Matos Celino, Bianca Suellen Timoteo da Silva, Ana Flávia Granville-garcia, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes
Centro de ciências biológicas e da saúde UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar a qualidade dos serviços de saúde bucal prestados na Atenção Primária à Saúde (APS) no período pandêmico por Covid-19. Estudo transversal realizado no município de Campina Grande-PB com 383 usuários dos serviços de saúde bucal vinculados às equipes de Saúde da Família (eSF), divididos em uma amostra por conglomerados com seleção por conveniência. Foram utilizados os questionários PCATool Brasil, sociodemográfico e de utilização do serviço. Estatísticas descritivas foram realizadas para caracterizar a amostra, análises de regressão de Poisson para determinar as associações entre as variáveis independentes e a qualidade dos atributos na APS relacionada à saúde bucal (p<0,05). A maioria dos usuários tinha entre 18 e 29 anos de idade (24%) e era do sexo feminino (74,4%). Predominaram serviços com mais de uma eSF (58,5%), com cirurgião-dentista >5 anos (68,2%), porém sem acesso avançado (78,9%). O atributo com melhor avaliação foi acesso ao primeiro contato (M= 6,50, DP= ±2,66) e o pior, orientação comunitária (M= 0,83, DP= ± 0,96). A média dos atributos essenciais da APS e os escores gerais foram relativamente baixos, onde apenas um atributo geral e essencial obteve valor ≥ 6,6. Após análise multivariada obteve-se ausência de associação entre as características avaliadas e escores dos atributos gerais e essenciais (p>0,05).

Os atributos essenciais e gerais da APS foram considerados baixos, sem associação entre as características avaliadas dos serviços da APS no período da pandemia por Covid-19.

PN-R0178 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Perfil clínico-epidemiológico e qualidade do preenchimento de prontuários em clínica odontológica infantil
Bianca Suellen Timoteo da Silva, Raíssa Tiburcio Aragão Silva, Waleska Ohana de Souza Melo, Julia Ellen Silva Lima, Ana Flávia Granville-garcia, Ramon Targino Firmino, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou identificar o perfil clínico-epidemiológico e analisar a qualidade do preenchimento dos prontuários odontológicos de pacientes da clínica infantil de uma instituição de ensino superior. Foi realizado um estudo transversal, observacional, retrospectivo e censitário, analisando 194 prontuários. A qualidade foi avaliada por seções e o perfil coletado via formulário estruturado. Dados foram submetidos a análises descritivas e inferenciais pelos testes de Mann-Whitney e Qui-quadrado de Pearson (p<0,05). Os resultados indicaram que 51,5% dos pacientes eram do sexo feminino, com média de idade de 7,65 anos, sendo consulta de rotina (22,8%) e dor de dente (22,2%) as queixas prevalentes. Constatou-se que 100% dos prontuários estavam parcialmente preenchidos, com maiores deficiências no exame físico intraoral (93,3%), índice de higiene oral simplificado (92,3%) e índice de sangramento gengival (89,2%). A baixa qualidade de preenchimento associou-se à clínicas de menor complexidade (p=0,004), falta de uso de caneta (p=0,036), necessidade de tratamento curativo (p=0,032), maior número de sessões de atendimento (p<0,001) e menor idade da criança (p=0,009).

A qualidade do preenchimento é deficiente e apresenta lacunas em todas as seções, o que reforça a necessidade de melhor orientação acadêmica e sugere a transição para modelos digitais para mitigar falhas.

PN-R0179 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Sentimentos dos estudantes de odontologia frente ao atendimento infantil
Amanda Alves de Lima, Layron Diógenes Pontes Silva, Ana Flávia Granville-garcia, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar os fatores associados aos sentimentos de ansiedade e medo frente ao atendimento infantil em estudantes de graduação em Odontologia. Trata-se de um estudo transversal realizado com 148 estudantes de Odontologia de uma cidade do interior do Nordeste brasileiro. Foi aplicado um questionário aos estudantes abordando sentimentos de ansiedade e medo, dados sociodemográficos e acadêmicos dos participantes, como período letivo, tipos de procedimentos realizados em clínicas infantis, experiência no atendimento infantil e autopercepção de segurança para atender crianças após a graduação. Realizou-se análise descritiva e analítica com a Regressão de Poisson, adotando-se nível de significância de 5%. Dentre as variáveis independentes analisadas, apenas a insegurança em realizar procedimentos invasivos em crianças após a formação acadêmica (RP=1,52; IC95%: 1,19-1,95) permaneceu associada aos sentimentos de ansiedade e medo dos estudantes frente ao atendimento infantil.

Conclui-se que apesar da formação acadêmica voltada para o atendimento infantil durante a graduação, sentimentos de ansiedade e medo ainda persistem entre os estudantes, especialmente em relação à realização de procedimentos invasivos na criança.

PN-R0180 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Impacto da perda precoce na qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças pré-escolares e suas famílias
Maria Clara Gonçalves Guimarães, Monalisa da Nóbrega Cesarino Gomes, Matheus de França Perazzo, Maria Betânia Lins Dantas Siqueira, Érick Tássio Barbosa Neves, Ramon Targino Firmino, Saul Martins Paiva, Ana Flávia Granville-garcia
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da perda precoce de dentes decíduos na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) em crianças pré-escolares e suas famílias. Foi realizado um estudo transversal com 843 crianças de três a cinco anos de idade. Os pais/responsáveis responderam a um questionário sobre QVRSB, dados sociodemográficos e visitas ao dentista. A perda precoce de dentes decíduos foi determinada por meio de exame clínico. A análise de regressão de Poisson foi empregada para determinar a força das associações entre as variáveis independentes e a QVRSB (α=5%). O estudo revelou que a perda precoce de dentes decíduos foi encontrada em 12,9% das crianças. As seguintes variáveis foram associadas a um impacto na QVRSB entre as crianças: perda precoce de dentes decíduos (RP=1,33; IC 95%: 1,05-1,69), renda familiar (RP=1,37; IC 95%: 1,10-1,72), idade da criança (RP=1,39; IC 95%: 1,06-1,82) e visita ao dentista (RP=1,30; IC 95%: 1,06-1,60). As variáveis associadas ao impacto na QVRSB da família foram a perda precoce de dentes decíduos (RP=1,46; IC 95%: 1,06- 2,01) e visita ao dentista (RP=1,60; IC 95%: 1,26-2,02).

Conclui-se que a perda precoce de dentes decíduos e as visitas ao dentista têm um impacto negativo na QVRSB de crianças em idade pré-escolar e suas famílias.

(Apoio: CNPq  N° 304614/2022-0)
PN-R0185 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Avaliação dos vídeos educativos no YouTube sobre riscos ocupacionais em odontologia: estudo transversal
Juliane Paredes Serrano, Daniel Costa Magalhães da Cunha, Aléxia Caroline Leandro da Conceição, Sandro Junio de Oliveira Tavares, Vitor de Macedo Varela, Gisele Damiana da Silveira Pereira
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O YouTube é a plataforma de compartilhamento gratuito de vídeos mais utilizada mundialmente, e também vem sendo aplicada para a promoção de saúde e educação em saúde, porém ainda há incertezas quanto precisão das informações sobre os riscos ocupacionais em Odontologia. A proposta deste estudo é investigar a qualidade, credibilidade, confiabilidade e popularidade de vídeos educativos publicados no YouTube a respeito dos riscos ocupacionais na Odontologia, utilizando as escalas GQS, JAMA e mDISCERN. Foi realizado um estudo transversal, com busca de vídeos em português, utilizando os termos "Riscos Ocupacionais", "Exposição Ocupacional na Odontologia" e "Riscos dos Profissionais de Saúde". Inicialmente, foi triado 60 vídeos de cada termo, totalizando 180 vídeos, dos quais 104 foram excluídos, restando, 57 que atenderam aos critérios de inclusão. Esses vídeos foram avaliados por dois examinadores independentes e calibrados. Constatou-se que havia uma alta concordância entre os avaliadores (ICC: GQS=0,969; JAMA=0,938; mDISCERN=1,000). As médias indicaram boa qualidade (GQS=3,42), credibilidade moderada (JAMA=1,86) e confiabilidade média (mDISCERN=2,95).

Dessa forma, embora a maioria dos vídeos analisados apresente qualidade satisfatória, há deficiências de credibilidade e confiabilidade científica. Os achados dessa pesquisa mostram a necessidade da produção de conteúdos educacionais supervisionado e revisados, para que conteúdos popularizados também sejam de alta confiabilidade reduzindo, assim, a desinformação. No contexto da saúde ocupacional odontológica, o conhecimento correto sobre medidas de biossegurança e riscos de exposição é fundamental para a prevenção de agravos e acidentes laborais.




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