9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2757 Resumo encontrados. Mostrando de 2071 a 2080


PN-R0190 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Fatores associados à dor orofacial em idosos brasileiros
Mariana Luna de Sales, José Lima Silva Júnior, Mariana da Silva Inocêncio Dias, Renata de Souza Coelho Soares, Ana Flávia Granville-garcia, Ana Isabella Arruda Meira Ribeiro
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetiva-se avaliar o perfil epidemiológico e fatores associados à dor orofacial em idosos no Brasil. Trata-se de um estudo transversal realizado com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal - SB Brasil 2023. A amostra foi composta por indivíduos de 65 a 74 anos (n = 9.745). Foram avaliadas as variáveis: sexo, idade, cor ou raça, renda per capita, saber ler/escrever, região de residência, presença de dor orofacial, última visita ao dentista, posse de plano odontológico particular, autoavaliação de saúde bucal e autoavaliação da necessidade de tratamento. Razões de prevalência brutas e ajustadas foram estimadas por meio de regressão de Poisson com variância robusta (α=0,05). A prevalência de dor orofacial nos idosos foi de 19,28% (IC95%: 17,05-21,50). Estiveram associados as variáveis: sexo feminino (RP: 1,18; IC95%: 1,05-1,33), não saber ler/escrever (RP: 1,27; IC95%: 1,07-1,50), visitar o dentista há mais de um ano ou nunca (RP: 0,55; IC95%: 0,47-0,64), autoavaliação de saúde bucal regular, ruim ou muito ruim (RP: 2,11; IC95%: 1,87-2,39) e autoavaliação da necessidade de tratamento dentário (RP: 2,30; IC95%: 1,80-2,95).

A dor orofacial permanece como um importante agravo à saúde da população idosa, estando significativamente associada ao sexo feminino, a não saber ler/escrever, a ter visitado o dentista há mais de um ano ou nunca tê-lo visitado, à autoavaliação da saúde bucal como regular, ruim ou muito ruim e à autoavaliação da necessidade de tratamento dentário.

PN-R0196 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Saúde bucal e qualidade mastigatória de pacientes com necessidades especiais
Leandro Rodrigo Geri Peroba Ribeiro, Mayara de Campo Andrade, Lenita Marangoni Lopes
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a saúde bucal e a qualidade mastigatória de pacientes com necessidades especiais (PNE). Trata-se de um estudo observacional analítico transversal. A amostra é composta por 34 participantes, com idade entre 4 e 49 anos, atendidos na Clínica Integrada de PNE da Fundação Hermínio Ometto. Para a coleta de dados, foram utilizados uma ficha com dados sociodemográficos e o Questionário de Avaliação da Qualidade Mastigatória (QAQM), respondido pelo responsável do paciente; e o Índice de Biofilme Simplificado (IBS), e o Índice de Dentes Cariados, Perdidos e Obturados (CPOD/ceod) realizados por um avaliador pré-calibrado. Os resultados mostraram que 59% dos pacientes são do sexo masculino e 41% do sexo feminino, com idade média de 20,4 anos (DP=13,9). A renda familiar média foi de R$ 2.786,24 (DP=1.533). Os diagnósticos mais frequentes foram Transtorno do Espectro Autista (n=13) e Deficiência Intelectual (n=11), seguidas por Síndrome de Down (n=5) e Paralisia Cerebral (n=5).

A avaliação da higiene bucal mostrou que 85% dos participantes apresentaram biofilme visível, com uma média de IBS de 2,0 (DP=0,7), indicando higiene bucal regular ou ruim. A média de CPOD/ceod foi 6,7 (DP=6,5), sendo a maior proporção de dentes cariados (3,2). Os resultados do QAQM mostraram escore médio de 37/104. Não foi observada correlação entre o índice de cárie e a qualidade mastigatória (p=0,68). Pode-se concluir que os PNE apresentaram alta prevalência de cárie, deficiência na higiene bucal, e baixa qualidade mastigatória.

PN-R0205 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 9

Impacto do Lab InovaAPS na produção de atendimentos odontológicos: estudo comparativo em unidades da ESF em Dourados-MS
Diego Aparecido Teodoro, Diego Silva de Castro, Keith Bullia da Fonseca Simas, Maria Isabel de Castro de Souza, Maria Cardoso de Castro Berry
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Atenção Primária à Saúde é responsável pela coordenação do cuidado e organização do acesso aos serviços. Apesar dos avanços, alguns desafios ainda persistem na consolidação de um modelo integral em saúde bucal. Nesse contexto, estratégias como o Projeto LABINOVAAPS, com a inclusão de resistentes nas Unidades têm sido implementadas visando qualificar os e fortalecer a integração ensino-serviço. Este estudo transversal descritivo comparativo quase-experimental buscou avaliar o impacto da implementação do Projeto comparando indicadores assistenciais entre unidades da Estratégia Saúde da Família em Dourados-MS. Foram coletados dados secundários provenientes do Prontuário Eletrônico do Cidadão dos anos de 2024/2025 e 2025/2026 até o mês de março. Os indicadores coletados foram: produção odontológica, tipologia das consultas, perfil sociodemográfico e absenteísmo de duas unidades: uma com inserção do projeto e outra sem. Foram utilizadas análises descritivas dos resultados e análise de diferença-em-diferenças. Observou-se redução discreta na produção total de atendimentos na unidade de intervenção (3.729 para 3.646), enquanto a unidade de comparação apresentou aumento (2.215 para 2.566). A análise de diferença-em-diferenças evidenciou variação negativa de -434 atendimentos na unidade de intervenção. Em relação ao absenteísmo, houve redução na unidade intervenção (950 para 760) e aumento na unidade controle (521 para 605), com diferença-em-diferenças de -274.

Conclui-se que a implementação do Projeto LAB INOVAAPS esteve associada à redução do absenteísmo, porém com alterações no perfil assistencial. Os achados sugerem impacto no processo de organização do cuidado, destacando a complexidade das intervenções na APS.

PN-R0214 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 9

Currículo integrado e escolhas de formandos de Odontologia: análise da pretensão de trabalho e de aperfeiçoamento
Camile Fernandes Schmitz, Juliana Maciel de Souza Lamers, Fernando Valentim Bitencourt, Ramona Fernanda Ceriotti Toassi
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estudo transversal que analisou a pretensão de trabalho e aperfeiçoamento entre formandos de Odontologia que vivenciaram currículo integrado e articulado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os participantes foram estudantes de Odontologia de universidade pública do sul do Brasil (curso diurno e noturno), que estavam no último semestre da graduação. A coleta de dados aconteceu de 2010 a 2024, pela autoaplicação de instrumento pré-testado e não identificado. Análises estatísticas e temática de conteúdo foram realizadas. O estudo foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Participaram do estudo 859 formandos (73,3% de percentual de resposta), a maioria mulheres (72,5%), de 21 a 25 anos (68,9%), naturais do estado em que estudavam (92,6%). Resultados mostram a intenção dos formandos em atuar aliando serviço público/SUS e privado (47,4%) e serviço público/SUS, privado e universidade (13%). Trabalhar 40 horas na Estratégia Saúde da Família (ESF) foi uma possibilidade para 64,3% dos formandos, especialmente pela afinidade com o trabalho na Saúde Coletiva, por acreditarem na ESF e pela realização pessoal, desde que haja salário compatível, digno e adequado. 97,6% dos formandos pretendem se aperfeiçoar (53,1% especialização/residência). As áreas de maior interesse foram Prótese/Implantodontia, Cirurgia e Saúde Coletiva.

O estudo indica potencial interesse dos formandos em atuar na ESF, considerando as condições de trabalho, e a valorização pelo aperfeiçoamento após a graduação.

PN-R0220 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

A interface entre doença renal crônica e saúde bucal: percepções de pacientes em tratamento conservador
Isabelle Piêtra Santos Cantanhêde, Bruna Valéria Rodrigues Cabral, Danila Lorena Nunes-dos-santos, Erika Cristina Ribeiro de Lima Carneiro, Giselle Andrade Silva Lima Pires, Raquel Coelho Netto da Costa, Lyandra Iris Luz de Carvalho, Rosana Costa Casanovas
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho buscou analisar as percepções de pacientes com Doença Renal Crônica em tratamento conservador sobre a relação entre a doença renal crônica e a saúde bucal. Foi feito um estudo qualitativo, descritivo, realizado no Ambulatório de Nefrologia do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão. Participaram 11 pacientes com Doença Renal Crônica em tratamento conservador, selecionados por conveniência. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário sociodemográfico e entrevistas individuais semiestruturadas. A análise qualitativa foi realizada por categorização temática, a partir de leitura exploratória e definição de eixos temáticos. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva, visando à caracterização do perfil sociodemográfico dos participantes. Constatou-se baixo nível de compreensão dos participantes quanto à relação entre saúde bucal e Doença Renal Crônica, evidenciando fragilidades na alfabetização em saúde. Identificaram-se barreiras estruturais, organizacionais e socioeconômicas no acesso aos serviços odontológicos, fragmentação do cuidado e dificuldades na integração entre nefrologia e odontologia. Ressaltaram-se histórico de práticas odontológicas mutiladoras, edentulismo e impactos negativos na mastigação e na qualidade de vida. Como aspectos positivos, evidenciou-se a valorização de práticas humanizadas e a percepção do ambiente hospitalar como espaço seguro para o cuidado odontológico.

Os achados indicam a importância da integração interdisciplinar, da consolidação de ações educativas e da adoção de práticas humanizadas para a promoção do cuidado integral ao paciente com Doença Renal Crônica.

PN-R0221 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Análise das atitudes de profissionais de saúde na atenção domiciliar à pessoa idosa
Thamiris Grizante Aurelio, Luis Eduardo Genaro, Aylton Valsecki Junior, Fernanda Lopez Rosell
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo analisar as atitudes de profissionais de saúde da Atenção Primária em relação à assistência domiciliar às pessoas idosas em um município do interior paulista. A pesquisa utilizou questionário sociodemográfico e escala Kogan para obtenção de dados de 35 profissionais da Estratégia Saúde da Família, sendo estes médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas. A coleta das informações foi realizada por meio de digitalização dos questionários físicos, permitindo a extração dos dados relevantes para a investigação. A análise dos dados foi conduzida por meio de estatística descritiva e inferencial. Os profissionais apresentaram uma idade média de 37,1 anos, com predominância do sexo feminino (88,57%) e estado civil "casado" (65,71%). Em relação à distribuição de profissionais, houve o mesmo percentual de enfermeiros e cirurgiões-dentistas (37,14%), e um maior número de profissionais com renda maior que 5 salários mínimos (62,86%). A religião predominante foi a católica (34,29%), a etnia foi branca (85,71%) e a maioria dos entrevistados não têm filhos (51,43%). Já sobre a escala Kogan, a partir das questões que avaliam as atitudes, houve uma média de escore de 141,25, com uma variação entre 104 e 180 pontos. Entre os médicos a média de escore foi de 153,44, entre os enfermeiros foi de 132,07, e entre os cirurgiões-dentistas foi de 142. Foi considerado uma pontuação negativa de 34 a 119 (14,19%), e uma pontuação positiva >119 (85,71%).

Observou-se, neste estudo, que a maioria dos profissionais têm atitudes positivas em relação ao cuidado às pessoas idosas. Palavras-chave: atitudes, profissionais de saúde, Atenção Primária

(Apoio: FAPESP  N° 2024/13176-4)
PN-R0228 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Monitoramento da saúde bucal de idosos domiciliados com uso de teleodontologia na atenção primária: estudo piloto
Maria Eduarda Pes Basco, Gabriel Schmitt da Cruz, Eduardo Dickie de Castilhos, Gabriela Bampi, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
CCS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O envelhecimento populacional impõe desafios ao acesso à saúde bucal para idosos com limitações de mobilidade, que enfrentam barreiras ao atendimento odontológico em consultório. O objetivo deste estudo piloto, vinculado a um ensaio pragmático, foi avaliar a viabilidade e a aplicabilidade de um protocolo para monitoramento da saúde bucal de idosos domiciliados por meio de teleodontologia na Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologia segundo diretrizes PRECIS-2; utilizou a plataforma do Telessaúde UFSC para intervenção via teleconsultas realizadas por um cirurgião-dentista da APS comparadas ao atendimento presencial no domicílio. A amostra de conveniência de 6 idosos em um município catarinense. Os dados foram coletados via REDCap utilizando os instrumentos Kihon Checklist (fragilidade), OHIP-14 (qualidade de vida) e Oral Frailty Index-8 (função oral), antes e após intervenção e controle. Todos apresentavam limitações funcionais severas, necessitando de ajuda de cuidadores para participar do estudo. Observou-se que a teleodontologia foi capaz de monitorar a saúde bucal com eficácia similar ao fluxo convencional, com melhoras nos índices de fragilidade, qualidade de vida e função oral, em ambos os grupos, mostrando a sensibilidade dos indicadores para captar alterações no declínio funcional. O piloto demonstrou que o baixo letramento digital e o medo de fraudes geram desconfiança no uso de dados em plataformas desconhecidas, exigindo estratégias de segurança e educação digital, além disso, a captação demanda busca ativa rigorosa devido às barreiras de saúde.

O protocolo é viável e operável, sendo o suporte dos cuidadores determinante para mitigar o baixo letramento digital e viabilizar a execução do ensaio em larga escala.

(Apoio: CNPq  N° 10/2023)
PN-R0234 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Alinhamento entre interesses públicos e produção científica sobre dor de origem dentária
Bruna Roberta Araujo Leal, Ana Beatriz Bezerra de Albuquerque Ferro, Gabriella Rodrigues da Silva, Allan Vinícius Martins-de-barros, Pedro Henrique Sette-de-Souza, Moan Jéfter Fernandes Costa
Campus Arcoverde UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo é avaliar a relação entre o interesse público e a produção científica disponível sobre dor de origem dentária, identificando lacunas entre a demanda informacional da população e a oferta de evidências científicas. Trata-se de estudo documental, quantitativo, com análise de dados do PubMed e Google Trends®. Utilizou-se a chave "dental pain", filtrando nos últimos cinco anos, idiomas português e inglês e relação com odontalgia. Foram incluídos 367 artigos, analisados na íntegra por meio da plataforma Rayyan, com extração de dados realizada no Microsoft Excel. Para interesse público, usaram-se os termos "Tooth pain", "Sensitive teeth" e "Pain relief for toothache" no Google Trends, com parâmetros globais e pesquisa na web. O interesse foi medido pelo Valor de Popularidade Relativa (VPR), de 0 a 100. Para PubMed, a categoria mais frequente foi "Condições socioeconômicas e odontalgia" (22%; n = 82), seguida de protocolos analgésicos (15%; n = 55) e "Fisiologia da odontalgia" (14,7%; n = 54). Trinidad e Tobago, Reino Unido e Ilha de Man apresentaram VPR = 100. Entre pesquisas relacionadas, destacaram-se: "dor de dente insuportável: o que fazer em casa?" (+3.050%), "como parar imediatamente a dor de dentes sensíveis com remédios caseiros?" (+3.750%) e "medicamento para alívio da dor de dente em crianças" (+900%).

Observa-se convergência entre Google Trends e PubMed em dor de dente pediátrica e alinhamento parcial entre publicações sobre protocolos analgésicos e buscas por alívio rápido.

PN-R0239 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Eficácia de um folder educativo na transmissão de conhecimento sobre a prevenção de quedas e traumatismos maxilofaciais em idosos
Bruna Luiza da Cruz do Nascimento, Beatriz Dos Santos Alves, Kevin Rodrigues Frederico, Ana Carolinne Rodrigues Pereira, Lucas Alves Jural, Lucianne Cople Maia, Marcela Baraúna Magno, Patrícia de Andrade Risso
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a eficácia de um folder educativo (FE) na transmissão de conhecimento sobre medidas preventivas de quedas (MPQ) e de traumatismo dentário e maxilofacial (TDM) em idosos (≥ 60 anos). Foi utilizado um questionário com 25 questões, com dados demográficos, histórico de quedas, de TDM, e de informações recebidas sobre MPQ. Destas, 10 questões aplicadas antes e após a leitura do FE validado avaliaram o conhecimento sobre MPQ, com opções de resposta "sim" ou "não". Para a análise, cada resposta correta recebeu 1 ponto, resultando em um escore de conhecimento de 0 a 10. A diferença entre a média do número de acertos das questões de conhecimento antes e após a leitura do FE foi analisada pelo teste T pareado (p<0,05). Do total de 150 participantes (69,8 ± 6,8 anos), 65,3% (n=98) eram mulheres, 72,6% (n=109) relataram já ter sofrido pelo menos uma queda e 16,6% (n=25) ter sofrido TDM. Apesar disso, 83,3% (n=125) dos participantes relataram nunca ter recebido orientações sobre MPQ e fraturas dos ossos da face, enquanto 84% (n=126) relataram ausência de orientações sobre MPQ e fraturas dentárias. A média de acertos relacionados às MPQ foi de 8,1±0,7 e 9,8±0,2 antes e após a leitura do FE, respectivamente (p<0,001).

Conclui-se que o folder pode ser considerado um instrumento capaz de aumentar o conhecimento dos idosos sobre MPQ e TDM. A inclusão de materiais educativos em estratégias de promoção da saúde pode fortalecer ações preventivas voltadas à população idosa.

(Apoio: FAPs - FAPERJ  N° 260003/013814/2025)
PN-R0240 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Fatores associados a seletividade alimentar em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um município do Sul de Minas Gerais
Danyelle Cristina Pereira, Amanda Alves Leão, Mateus Ferreira Lopes, Carolina Vidigal Lisboa, Juliana Marques Caproni, Leandro Araújo Fernandes, Eduardo José Pereira Oliveira, Daniela Coêlho de Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou os fatores associados à seletividade alimentar de crianças entre 2 a 12 anos com TEA em Alfenas/MG. Trata-se de um estudo transversal e analítico, realizado com 136 crianças (média de idade de 6,33 anos (±0,20) e 71,88% do sexo masculino) atendidas nos serviços especializados da rede municipal. Um questionário com características sociodemográficas, condições de saúde geral e bucal, além da Escala Labirinto, foram aplicados aos pais. As análises foram realizadas no software Stata 16.0, com nível de significância de 5%. Em relação ao perfil clínico, 48,15% estavam no nível 2 de suporte, sendo 29,69% não verbais. No que se refere às dificuldades motoras associadas à alimentação, 14,89% apresentaram maior frequência em alterações na mastigação, deglutição e manipulação do alimento. Quanto à seletividade alimentar, observou-se média de 38,97% para comportamentos como evitação de vegetais, retirada de temperos e recusa de frutas. Na Escala Labirinto, os maiores percentuais corresponderam aos itens "alimentar-se sempre no mesmo local" (52,3%) e "retirar temperos da comida" (48,53%). Em contrapartida, a intolerância ao glúten apresentou baixa ocorrência (3%). Os fatores associados a escala global de seletividade alimentar foram capacidade de comunicação verbal pela criança (p: 0,047), presença de outra neurodivergência (0,008), presença de comorbidade (p<0,001), possível bruxismo do sono (p: 0,028) e presença de dor orofacial nos últimos 6 meses (p: 0,037).

Conclui-se que houve alta prevalência de comportamentos seletivos em crianças com TEA, associados a fatores clínicos e funcionais, como comunicação verbal, comorbidades e alterações orofaciais, reforçando a importância de uma abordagem multiprofissional.




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