9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 951 a 960


PNc0543 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

O Dia Mundial da Saúde Bucal modula o interesse em buscas on-line? Um estudo de escuta social
Sheyla Maria Almeida Herrera-Freire, Beatriz Almeida Cardoso Silva, Francine Gusmão Freire, Rebeca Ferreira Badaró, Matheus Melo Pithon, Marcela Baraúna Magno, Lucas Alves Jural, Lucianne Cople Maia
Odontopediatria UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou se o evento "Dia Mundial da Saúde Bucal" (20 de março) influencia a tendência de buscas on-line pelas expressões "saúde bucal" no Brasil e "oral health" nos Estados Unidos, comparando os períodos pré (2018-2019), durante (2020-2023) e pós-pandemia (2024-2026). Em abril de 2026, dados do Google Trends foram coletados, considerando três momentos/semanas: anterior ao evento, do evento e posterior ao evento. O interesse relativo (RSV) foi analisado por testes não paramétricos (Friedman, Kruskal-Wallis e Mann-Whitney) e comparações múltiplas. Foram calculados, ainda, indicadores de dinâmica temporal: aceleração, velocidade de subida e de queda das buscas. No Brasil, houve diferença entre as semanas (p=0,003), com maior RSV durante o evento em relação à semana posterior (p<0,001), sem diferença em relação à anterior. Não foram observadas diferenças entre os períodos pandêmicos na semana do evento (p=0,138). Os indicadores de dinâmica temporal não diferiram entre períodos para aceleração (p=0,116), velocidade de subida (p=0,301) ou de queda (p=0,116). Nos EUA, não houve diferenças entre semanas (p=0,328) nem entre períodos (p=0,339), nem para aceleração (p=0,472), velocidade de subida (p=0,432) ou de queda (p=0,233). Na comparação entre países, não houve diferenças pré ou durante a pandemia, nem no período pós-pandemia (p=0,064), apesar de separação completa dos valores, possivelmente influenciada pelo baixo tamanho amostral.

Conclui-se que, no Brasil, o evento não atua como gatilho isolado de buscas, mas integra um pico já em curso, seguido de queda consistente. Não houve evidência de efeito do período pandêmico ou de diferenças entre países. Em ambos os países, a dinâmica temporal permaneceu estável.

PNc0544 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Sub-representação da saúde bucal no ecossistema de políticas informadas por evidências no Brasil
Hadassa Barros de Pieri, Luana Camila Brisolla Ferreira, Giulia Vaz da Silva, Caroline Pereira Sutani Andrade, Amanda Iida Giraldes, Emiliana Maria Grando Gaiotto, Mariana Gabriel, Fernanda Campos de Almeida Carrer
Odontologia Forense e Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar a inserção da saúde bucal no ecossistema de Políticas Informadas por Evidências (PIE) no Brasil, considerando a atuação de Núcleos de Evidências (NEv), a produção de evidências e o financiamento à pesquisa. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem mista. O mapeamento dos NEv foi realizado por netnografia e consulta à Rede EVIPNet Brasil - Ministério da Saúde, com identificação de características institucionais, recursos humanos e áreas de atuação, complementado por formulário on-line. Adicionalmente, foi conduzida análise documental dos produtos da Base PIE e de projetos financiados pelo Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS) (2020-2025) e Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (PPPP-FAPESP) (2023). Os dados foram analisados por estatística descritiva. Foram identificados 42 NEv no Brasil, dos quais 30 responderam ao formulário e 16 relataram atuação em saúde bucal. Na Base PIE, 18 produtos relacionados à saúde bucal foram identificados entre 1.049. No financiamento, 2 de 70 projetos do PPPP-FAPESP (2,9%) e 16 de 486 do PPSUS (3,3%) abordaram saúde bucal, correspondendo a 4,3% e 3,0% dos recursos financeiros investidos, respectivamente.

Os achados indicam a necessidade de fortalecer a integração entre pesquisa e formulação de políticas públicas em saúde bucal, sob risco de perpetuar a baixa priorização do tema nas agendas decisórias e nos investimentos em saúde no âmbito do SUS.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Organização Pan-Americana da Saúde  N° SCON2025-00032)
PNc0545 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Relatório de Análise da Capacidade Formativa e Perfil Sociodemográfico dos Técnicos em Saúde Bucal no Brasil de 2018-2024
Giovanna Bergling Coffoni, Maria Celeste Morita, Mário Uriarte Neto, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar a formação e o perfil sociodemográfico dos Técnicos em Saúde Bucal (TSB) no Brasil e seus reflexos na distribuição regional e na capacidade de atender às necessidades do SUS. Foram utilizados dados do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SISTEC), obtidos sob demanda da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Censo da Educação Básica, levantamento do Conselho Federal de Odontologia (2018-2024) e do Censo das Unidades Básicas de Saúde (UBS) (2024). Os 23.289 egressos dos cursos de TSB representaram 72% dos técnicos formados na área odontológica. O Nordeste concentrou metade dos egressos e possui o segundo maior número de profissionais registrados no CFO. A formação na modalidade presencial permaneceu predominante, mas a EaD cresceu de 0,6% (2018) para 21,8% (2024). O perfil dos egressos é majoritariamente feminino (91%), com maior concentração etária entre 20 e 30 anos (44%). Observou-se redução de pessoas autodeclaradas pardas e aumento de brancas; pretas mantiveram estabilidade (7-11%) e indígenas e amarelas permaneceram minoritárias (<1,5%).

Apesar da expansão da formação, com mais de 3 mil egressos por ano, a ausência de TSB em cerca de 25% das equipes de saúde bucal das UBSs do país evidencia descompasso entre a oferta formativa e necessidades dos serviços, indicando insuficiência do quantitativo atual para garantir equidade no acesso à formação e cobertura adequada na atenção primária no país.

(Apoio: SGTES/Ministério da Saúde/OPAS  N° SCON2024-00277)
PNc0547 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação sobre o perfil de aprendizagem de estudantes de Odontologia de Guiné-Bissau
Carlos Freitas Bezerra de Menezes, Erick Ibraim Carlos da Costa, Antônio Sérgio Teixeira de Menezes, Adriano de Aguiar Filgueira, Patricia Cristiane Mota Porto, Renata Mota Rodrigues Bitu Sousa, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Fabricio Bitu Sousa
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Guiné-Bissau, país da costa oeste africana, é caracterizado por uma população multiétnica e com grandes desafios no processo de formação em saúde. A primeira graduação de odontologia da Escola Nacional de Saúde/ENS iniciou em 2025 em parceria com a Universidade Christus/Ceará e segue as normas pedagógicas do Currículo Harmonizado de Formação em Cirurgia Dentária do espaço da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Foi realizado estudo quali-quantitativo sobre o perfil pedagógico e de aprendizagem do 1º ano do curso e observado que dos 35 estudantes analisados, 57,1% eram do sexo feminino e 57,1% tinham até 30 anos de idade. Na avaliação do 1º semestre do curso, a disciplina considerada com maior índice de dificuldade por 57,2% dos alunos foi anatomia, enquanto no 2o semestre a disciplina de física e biofísica foi relatada como maior dificuldade por 68,6% dos estudantes. Quanto ao grau de dificuldade de aprendizagem, 100% dos alunos relataram não-compreender ou compreender parcialmente as aulas em língua portuguesa, 77,1% afirmaram não possuir computador, 57,1% informaram não ter acesso a internet e 82,9% informaram necessitar de aulas de reforço. Dessa forma, concluímos que a formação odontológica dos futuros dentistas guineenses deve ser fortalecida por processos tutoriais de acompanhamento à distância e o estudo da língua portuguesa pode contribuir para um melhor aprendizado desses estudantes.

Dessa forma, concluímos que a formação odontológica dos futuros dentistas guineenses deve ser fortalecida por processos tutoriais de acompanhamento à distância e o estudo da língua portuguesa pode contribuir para um melhor aprendizado desses estudantes.

(Apoio: CAPES  N° 88887.281365/2026-00)
PNc0548 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Frequência de gênero dos estudos mais citados em endodontia: um estudo observacional
Laura Barreto Moreno, Cristina Helena Morello Sartori, Fernanda Geraldo Pappen, Anelise Fernandes Montagner
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a frequência do gênero entre primeiros e últimos autores nos 150 estudos mais citados em endodontia e explorar fatores associados a essas posições de autoria. Foi conduzido um estudo observacional transversal com base nos 150 artigos mais citados em endodontia, identificados na base Scopus. Foram incluídos artigos originais com pelo menos dois autores, independentemente do delineamento ou idioma. Foram coletados dados sobre autoria, número de citações, fator de impacto dos periódicos, financiamento, conflito de interesse, acesso aberto e continente do autor correspondente. A atribuição de gênero foi realizada por meio da plataforma Genderize, com verificação manual quando necessário. As análises estatísticas incluíram testes do qui-quadrado e de Mann-Whitney (α=0,05). Os homens representaram a maioria dos primeiros autores (74,7%) e, principalmente, dos últimos autores (92,7%), com diferença significativa entre o gênero nas posições de autoria (p<0,001). Não foram observadas diferenças quanto ao número de citações, fator de impacto dos periódicos, acesso aberto ou declaração de conflito de interesse segundo o gênero (p>0,05). O financiamento mostrou associação com o gênero do primeiro autor (p=0,001), sugerindo desigualdades no acesso a recursos para pesquisa. Além disso, o continente do autor correspondente esteve associado ao gênero do último autor (p=0,009), indicando diferenças regionais nos padrões de liderança científica.

Conclui-se que existe iniquidade na frequência de gênero, tanto dos primeiros e últimos autores, dos estudos mais citados em endodontia

(Apoio: CAPES)
PNc0549 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Tendências temporais das desigualdades sociais e cárie dentária em adultos no Brasil: uma análise de 20 anos dos projetos SB Brasil
Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Mario Vianna Vettore, Sarah Verônica Andrade Silva, Debora Lana Alves Monteiro, Armando Cabral de Lira Neto, Laura Maria de Almeida Martins, Yuri Wanderley Cavalcanti
DCOS UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a tendência temporal e o impacto da desigualdade de renda contextual na cárie dentária nos últimos 20 anos em adultos (35-44 anos) no Brasil. Dados dos inquéritos nacionais em saúde bucal de 2003 (N=13430), 2010 (N=9779) e 2023 (N=9019) (Projetos SB Brasil), incluindo índice CPOD, número de dentes cariados, perdidos e obturados, e o Índice de Gini municipal (IG-M) em 1990, 2000 e 2010 foram analisados. Análises de pseudo-painel com modelos de regressão de Poisson multiníveis foram usados para estimar razões de prevalência (RP) e IC de 95% entre IG-M normalizado, ano do estudo e a interação IG-M x ano do estudo (diferença na RP [DRP]), ajustados para idade, sexo, raça/cor da pele e renda familiar. As médias do índice CPOD, número de dentes cariados e perdidos em adultos reduziram, respectivamente, 44,9%; 27,5% e 70,7% ao longo dos últimos 20 anos no Brasil (P < 0,01). A média do número de dentes restaurados aumentou 4% (P > 0,05). No entanto, houve um aumento significativo da relação entre desigualdade de renda contextual e CPOD (DRP=1,2 vezes maior), número de dentes cariados (DRP=3.9 vezes maior), perdidos (DRP=1,9 vezes maior) e obturados (DRP=1.98 vezes maior). As médias do CPOD, dentes cariados e perdidos aumentaram 18%, 25% e 22% nos municípios com maior desigualdade de renda (IG-M acima da média normalizada) no período do estudo.

As estimativas de experiência de cárie, lesão cavitada, e dentes perdidos por cárie em adultos reduziram no Brasil nos últimos 20 anos. Porém, o impacto das desigualdades sociais sobre a cárie aumentou, com maior concentração da cárie em adultos residentes em cidades socialmente mais desiguais.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9  |  CAPES)
PNc0550 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise econômica comparativa do preço de chupetas comercializadas no estado da Bahia
Cleberson Marcon, Bruna Mayara da Veiga, Angela Scarparo, Manoelito Ferreira Silva-Junior
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo comparou o preço unitário de chupetas comercializadas no Estado da Bahia. Trata-se de análise econômica com dados secundários, baseado em chupetas categorizadas na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM: 3926.90.40, 3923.90.00 e 4014.90.90). Informações de código de barras (EAN), tipo, tamanho e quantidade foram obtidas por consultas no Gemini. Os preços médios anuais (01/04/2025 a 01/04/2026) foram extraídos para Bahia no aplicativo Preço da Hora. Os valores foram padronizados por unidade e a análise foi realizada pelas medianas (Md), utilizando os testes Mann-Whitney ou Kruskal Wallis/Dunn (p<0,05). Foram identificados 1709 chupetas, sendo 128 comercializadas na Bahia e incluídas. A maioria foi do tipo ortodôntica (n=89; 69,5%). As chupetas convencionais apresentaram menor custo (Md=R$9,21) comparada às ortodônticas (Md=R$18,44) e simétricas (Md=R$26,52) (p<0,001). As chupetas de número 1 (0 a 6 meses) apresentaram menor custo (Md=R$4,26) em relação às de número 2 (6 a 18 meses) (Md=R$6,14), e ambas inferiores ao preço da número 3 (18 meses ou mais) (Md=R$40,32) (p=0,0091). Produtos não temáticos (Md=R$15,90) foram mais baratos que os temáticos (Md=R$18,44) (p=0,0417), e a compra unitária (Md=R$14,55) foi mais econômica do que o preço unitário em kits (Md=R$31,73) (p=0,0065).

Conclui-se que houve grande variação de preços das chupetas comercializadas na Bahia. Sendo os valores influenciados por tipo, tamanho e características comerciais.

PNc0551 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Modelos de atenção primária em saúde bucal e desfechos comportamentais em adultos jovens: um estudo de coorte de 5 anos
Jocelaine Vieira Vione, Letícia Donato Comim, Orlando Luiz do Amaral Júnior, Julio Eduardo do Amaral Zenkner, Luana Severo Alves
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Compreender se modelos organizacionais de serviços de saúde bucal influenciam desfechos comportamentais é essencial para orientar políticas públicas. O objetivo deste estudo foi avaliar a associação prospectiva entre a ausência e diferentes modelos de atenção primária à saúde bucal (unidades tradicionais e Estratégia Saúde da Família [ESF]) e a realização de consultas odontológicas preventivas, além do início do tabagismo e aumento do consumo de álcool em adultos jovens do sul do Brasil. Trata-se de uma coorte de base populacional iniciada em 2018 (T1), com 1.197 adolescentes de 15 a 19 anos, reavaliados após um período médio de 5 (±0,5) anos (T2). Foram coletadas informações sociodemográficas, uso de serviços, comportamentos de risco e endereço em ambos os momentos. Os desfechos foram consulta preventiva, início do tabagismo e aumento do consumo de álcool. A principal variável preditora foi a cobertura de serviços odontológicos públicos no bairro (ausente, tradicional ou ESF com equipe de saúde bucal). Modelos de regressão de Poisson multinível estimaram o risco relativo (RR) e os intervalos de confiança de 95% (IC95%). No T2, 570 indivíduos foram reavaliados (47,6%). Após ajuste, residentes em bairros com ESF apresentaram maior probabilidade de consulta preventiva (RR: 1,59; IC95%: 1,29-1,97) e menor risco de iniciar o tabagismo (RR: 0,45; IC95%: 0,21-0,97) e de aumentar o consumo de álcool (RR: 0,80; IC95%: 0,67-0,97), em comparação com áreas sem cobertura. A cobertura por atenção primária tradicional não apresentou associação significativa com os desfechos.

Conclui-se que o modelo da ESF, com equipes de saúde bucal integradas, favorece a promoção do cuidado preventivo e a redução de comportamentos de risco nesta população.

(Apoio: CNPq  N° 162320/2022-1  |  CAPES)
PNc0553 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Saúde mental e período acadêmico associados a acidentes perfurocortantes em estudantes de Odontologia: um estudo caso-controle
Caio César Bartnack, Juliana Schaia Rocha, Susiane Queiroz Bastos, Everdan Carneiro
Programa de Pós-Graduação em Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a presença de sintomas depressivos para episódio depressivo maior e o período acadêmico dos estudantes de Odontologia como variáveis para ocorrência de acidentes perfurocortantes (APCs). Estudo caso-controle realizado com dados obtidos por meio dos registros de APCs e questionários respondidos por estudantes do curso de Odontologia. Os participantes foram divididos em dois grupos: estudantes que sofreram APCs (caso) e aqueles que não sofreram (controle). Foi aplicado o Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9) para rastrear estudantes com risco para depressão maior. O período acadêmico foi categorizado conforme a etapa formativa em: do 4º ao 6º período e do 7º ao 9º período. A análise estatística foi realizada por teste Qui-quadrado de Pearson e regressão logística binária adotando-se nível de significância de p<0,05. Entre 2021 e 2023 foram registrados 86 APCs entre os pesquisados, onde 32,3% dos participantes 6 do grupo caso apresentavam risco para depressão maior (p = 0,591). A maioria dos acidentes (67,7%) ocorreu entre alunos do 4º ao 6º período, mas sem diferença significativa em relação ao grupo do 7º ao 9º período (p = 0,221). Na presente amostra, os sintomas depressivos e o período acadêmico não influenciaram na ocorrência dos APCs nos estudantes de Odontologia.

O risco para episódio depressivo maior e o período acadêmico não influenciaram a ocorrência de APCs em estudantes de Odontologia da PUCPR.

PNc0554 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Capacidade preditiva de variáveis de saúde bucal para estimativa do sexo utilizando dados do SBBrasil 2023
Laura Maria de Almeida Martins, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Isla Camilla Carvalho Laureano, Yuri Wanderley Cavalcanti, Pablo de Lima Marques Estrela, Armando Cabral de Lira Neto, Adhalida Zaira de Oliveira Gonçalves, Bianca Marques Santiago
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a associação e a capacidade preditiva das variáveis de saúde bucal para estimativa do sexo em diferentes faixas etárias, com dados do SBBrasil 2023. Considerou-se o desenho amostral complexo do estudo, usando R e Python, com sexo como desfecho binário. As variáveis independentes abrangeram variáveis do CPO-D, nas faixas etárias de 12 anos, 15-19 anos, 35-44 anos e 65-74 anos, analisadas em conjunto e estratificadamente; e variáveis de prótese para indivíduos de 35-44 e 65-74 anos. Usou-se regressão logística para amostras complexas e algoritmos de aprendizado de máquina (Regressão Logística, Multi-Layer Perceptron, Random Forest e Gradient Boosting). O desempenho foi avaliado por métricas ponderadas: área sob a curva (AUC), acurácia, sensibilidade, especificidade e F1-score. Na regressão logística do conjunto, restaurações sem cárie associaram-se ao sexo feminino (OR=1,048; IC95%:1,019-1,077). Aos 12 anos, dentes hígidos associaram-se à menor chance de classificação como sexo feminino (OR=0,945; IC95%:0,903-0,988). Entre 65 e 74 anos, dentes cariados (OR=0,844; IC95%:0,799-0,893) e dentes hígidos (OR=0,961; IC95%:0,936-0,987) associaram-se à menor chance de classificação como sexo feminino. As variáveis de prótese não apresentaram associação significativa. Os modelos preditivos baseados no CPO-D apresentaram desempenho limitado (AUC entre 0,488 e 0,616), sendo o Random Forest o algoritmo de aprendizado de máquina com melhor desempenho (AUC = 0,616). Nas análises estratificadas, o melhor desempenho em cada faixa etária foi: AUC de 0,550 aos 12 anos, 0,560 de 15 a 19 anos, 0,514 de 35 a 44 anos e 0,598 de 65 a 74 anos.

Portanto, as variáveis de saúde bucal tiveram baixa capacidade discriminatória na predição do sexo.




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