9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 911 a 920


PNc0499 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Ácido cítrico como estratégia de descontaminação de próteses: efeitos antimicrobianos e nas propriedades da resina acrílica e da liga Co-Cr
Rai Edras Boroto da Silva, Maria Helena Rossy Pantoja Borges, Luis Fernando Bandeira Miranda, João Vicente Calazans Neto, Cícero Andrade Sigilião Celles, Valentim Adelino Ricardo Barão, Samuel Santana Malheiros, Bruna Egumi Nagay
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A formação de biofilme em próteses dentárias está associada a infecções, exigindo estratégias de descontaminação eficazes que não comprometam as propriedades dos materiais. Este estudo in vitro avaliou o potencial do ácido cítrico (AC 10%) como agente descontaminante em comparação a higienizadores convencionais, tanto em resina acrílica (RA) para bases de prótese quanto em ligas de cobalto-cromo (Co-Cr). Discos de RA e de Co-Cr foram distribuídos em grupos: NaCl 0,9% (controle), hipoclorito de sódio 0,5% (apenas para resina), clorexidina (Periogard®), pastilhas efervescentes (CoregaTabs®) e AC 10%. As propriedades de superfície (rugosidade, molhabilidade, microdureza e, para resina, estabilidade de cor) foram avaliadas antes e após exposição (5 min) e, para RA, após 7 dias. A eficácia antimicrobiana foi investigada em biofilme polimicrobiano derivado de saliva humana. Para Co-Cr, também foram realizados ensaios eletroquímicos. Os dados quantitativos foram analisados por ANOVA (α=0,05). Para RA, não houve alterações na rugosidade, microdureza ou cor, enquanto o AC aumentou a hidrofilicidade após 7 dias (p<0,001). Para Co-Cr, observou-se aumento da rugosidade e da hidrofilicidade (p<0,05), sem alteração na microdureza. Todos os higienizadores reduziram a viabilidade microbiana (p<0,05), sendo o AC associado à maior redução da atividade metabólica do biofilme (p<0,001). Além disso, o AC 10% manteve a estabilidade eletroquímica do Co-Cr, com potenciais mais nobres.

Assim, o AC destaca-se como uma alternativa promissora para a descontaminação de próteses com diferentes substratos, combinando elevada eficácia antimicrobiana com preservação das propriedades dos materiais e comportamento eletroquímico favorável.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - 22/16267-5  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - 22/16267-5)
PNc0500 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Acurácia de escâneres intraorais em arcos completos: efeito da tecnologia óptica sobre veracidade e precisão
Karen Katlein Dolenkei, Bárbara Inácio de Melo, Matheus Henrique Ribeiro Cardoso, Manuela Cardoso Burgos, Rafael Rocha Pacheco, Luís Henrique Araújo Raposo
Programa de Pós Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Sistemas de escaneamento intraoral empregam tecnologias ópticas distintas que podem influenciar diretamente a acurácia das impressões digitais realizadas em modelos de arco completo com preparos protéticos. Este estudo avaliou a acurácia (veracidade e precisão) de dez escâneres intraorais (IOS) e o efeito da tecnologia de aquisição de imagem sobre esses parâmetros. Um modelo typodont de arco completo, com preparo para coroa total no elemento 46, foi escaneado de forma padronizada com cada IOS (n = 10) por um único operador. Os sistemas avaliados foram: Trios 3, Trios 5, Virtuo Vivo, SIRIOS, Primescan 1, Primescan 2, MEDIT i600, MEDIT i900, iTero Lumina e Aoralscan Elite, utilizando-se o InEos X5 para geração do modelo de referência. Os arquivos STL obtidos foram recortados de forma padronizada e sobrepostos no software Geomagic Control X empregando alinhamento ICP (Iterative Closest Point). A análise dos dados foi realizada pelo teste de Kruskal-Wallis, seguido do teste post-hoc de Dunn com correção de Bonferroni (α = 0,05), adotando-se o RMS como desfecho principal. Foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os IOSs avaliados tanto para precisão (p < 0,0001) quanto para veracidade (p < 0,0001). A tecnologia óptica dos IOSs exerceu influência sobre os resultados; contudo, diferenças também foram identificadas entre escâneres empregando tecnologias semelhantes, indicando que o método de aquisição não é o único fator determinante na acurácia dos IOSs.

Conclui-se que a tecnologia óptica empregada para aquisição de imagens não define a acurácia de sistemas de escaneamento intraorais isoladamente. A escolha do escâner intraoral apresenta implicação clínica relevante em escaneamentos de arco completo.

(Apoio: CNPq  N° (#421484/2025-0  |  CAPES  |  FAPEMIG)
PNc0501 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Padronização de protocolos de acabamento e polimento de consultório para resinas de dispositivos oclusais impressos
Gabriela de Oliveira Marques, Kelvin Vinicius Divino Rodrigues, Lara Kramer Chiomark Malaquias, Maryana Fernandes Praseres, João Victor Cunha Cordeiro, Daniel Augusto de Faria Almeida, Valentim Adelino Ricardo Barão, Raphael Cavalcante Costa
PPGCO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Protocolos de acabamento e polimento (AP) para resinas termopolimerizáveis (RT) podem não ser adequados para resinas de impressão tridimensional (R-3D) e seus efeitos sobre o material ainda são incertos. Este estudo in vitro objetivou avaliar o efeito do AP sobre propriedades de superfície, mecânicas e microbiológicas de R-3D para dispositivos oclusais. Corpos de prova (discos e barras) de RT e resina R-3D foram alocados: Controle 1 [RT + polimento mecânico]; Controle 2 [R-3D + glaze sem polimento]; Protocolo 1 [Scotch-Brite média + pontas de silicone médias]; Protocolo 2 [Protocolo 1 + escova pelo de cabra/pasta de polimento]; Protocolo 3 [Protocolo 2 + escova de feltro]; Protocolo 4 [Scotch-Brite fina/média + pontas de silicone fina/média + escova-roda pelo de cabra + escova de feltro/pasta de polimento] (n = 23/grupo). As simulações de AP foram conduzidas por um único operador com padronização do tempo, movimentos e pressão. A avaliação da topografia, rugosidade, molhabilidade, manchamento, microdureza, resistência à flexão, módulo de elasticidade e adesão (2h) microbiana (saliva) e de Candida albicans foram avaliadas. Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α = 5%). Observou-se diferenças significativas na rugosidade, molhabilidade, microdureza, resistência à flexão e elasticidade, comparado com os controles (p<0,05). O protocolo AP-4 produziu maior lisura de superfície e microdureza, enquanto o AP-3 resultou em propriedades mecânicas inferiores. A adesão polimicrobiana e fúngica não foi alterada (p<0,05).

Os protocolos de AP influenciam diferentemente as propriedades de R-3D. O protocolo AP-4 promoveu superfícies com menor rugosidade e maior microdureza, sendo relevante para os ajustes oclusais clínicos.

(Apoio: CNPq  N° 444361/2024-3)
PNc0502 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Eficácia de agentes modificadores de superfície no restabelecimento da adesão à zircônia parcialmente estabilizada pós-jateamento
Nicole Escórcio de Meneses, Francisbênia Alves Silvestre, Ana Letícia Daniel Fontenele, Ana Carolina Lima Moreira, Isaac Augusto Dantas Nogueira, Juan Simón Rodríguez Hernández, Davino Machado Andrade Neto, Raniel Fernandes Peixoto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A zircônia translúcida parcialmente estabilizada por ítria (4Y-PSZ) é amplamente utilizada em reabilitações estéticas, porém apresenta baixa interação com materiais resinosos. Estudos tem demonstrado que a adesão diminui com o tempo quando há atraso entre o jateamento e a cimentação. Este estudo investigou se agentes modificadores de superfície poderiam restabelecer essa adesão, avaliando o efeito do ácido fluorídrico (AF) e do hipoclorito de sódio (HS), aplicados em diferentes intervalos, sobre adesão, molhabilidade e transformação de fase. Blocos de 4Y-PSZ foram jateados e tratados com primer cerâmico (PC), AF+PC ou HS+PC, após 10 min (PR.10, HF.10, SH.10), 24 h (PR.24, HF.24, SH.24) e 72 h (PR.72, HF.72, SH.72), além de controles intragrupo (PR.0, HF.0, SH.0). Cilindros de resina composta (ø5×6 mm) foram cimentados e armazenados a 37 °C/48 h. A adesão foi avaliada por resistência ao cisalhamento (n=9), a molhabilidade por ângulo de contato (n=8) e transformação de fases cristalográficas por espectroscopia Raman (n=1). O jateamento aumentou a adesão em 10 min nos grupos PC e HS (p<0,05), mas não no AF (p>0,05). Após 72 h, houve redução da resistência adesiva em PC (PC.10 > PC.72) e HS (HS.10 = HS.24 > HS.72), enquanto o AF manteve estabilidade (HF.10 = HF.24 = HF.72). A molhabilidade aumentou até 24 h, estabilizando-se posteriormente nos grupos PC e AF. A formação de zircônia monoclínica ocorreu imediatamente após o jateamento em todos os grupos (10 min), indicando redução da resistência mecânica, com comportamento variável entre os grupos ao longo do tempo.

Conclui-se que o AF aumentou a molhabilidade e estabilizou a resistência adesiva da 4Y-PSZ, sendo aplicável até 72 h após o jateamento, apesar da maior transformação de fase inicial.

PNc0503 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comportamentos de bruxismo em vigília em praticantes de treinamento resistido: correlatos psicológicos e perfis fenotípicos
Caio Sberni Pinheiro de Souza, Luiz Guilherme Spadon de Brito, Fabiane Carneiro Lopes-Olhê, Ovidiu Ionut Saracutu, Daniele Manfredini, Matheus Herreira Ferreira, Lais Valencise Magri, Jardel Francisco Mazzi-Chaves
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo observacional transversal avaliou fatores associados aos comportamentos de bruxismo em vigília (BV) e perfis psicocomportamentais em praticantes de esportes de força. A amostra incluiu 361 adultos em treinamento resistido, com idade média de 30,4±9,5 anos e predomínio feminino (54,6%). A frequência de comportamentos relacionados ao BV foi investigada pelo questionário de autorrelato BruxScreen-Q. Também foram avaliados sofrimento psicológico pelo PHQ-4, coping, variáveis de treinamento, uso de suplementos e percepção de BV durante o treinamento resistido e outras atividades físicas. O Score Total de BV apresentou média de 5,5±2,9 e mediana de 5,0. Nas comparações entre grupos, maiores escores foram observados em mulheres (U=18606,0; p=0,012), em participantes com percepção de BV durante o treinamento resistido (U=9644,0; p<0,001) e em outras atividades físicas (U=11267,0; p<0,001). Pela correlação de Spearman, o BV correlacionou-se positivamente com PHQ-4 (ρ=0,346; p<0,001) e negativamente com idade (ρ=-0,167; p=0,002). Na regressão linear múltipla, o modelo foi significativo (R²ajustado=0,180; F=16,72; p<0,001), permanecendo associados ao BV maior PHQ-4 (B=0,255; p<0,001), menor idade (B=-0,043; p=0,004) e percepção de BV em outras atividades físicas (B=0,955; p=0,001). A análise de cluster identificou dois perfis: um grupo maior, mais jovem, com maior BV, maior sofrimento psicológico, menor coping e percepção de BV durante o treino; e um grupo menor, mais velho, com menor BV, menor sofrimento psicológico e melhor coping.

Conclui-se que o BV em praticantes de esportes de força esteve associado a fatores biopsicossociais, e não ao esporte em si ou ao treinamento isoladamente nesta amostra

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 88887271492202600)
PNc0504 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

ASSOCIAÇÃO ENTRE A PERIODONTITE MATERNA E BAIXO PESO E PARTO PREMATURO: UM ESTUDO CASO CONTROLE
Camila Akemi Izumi, Wellington Bruno Venâncio, Lineu Alberto Cavazani de Freitas, Luciana Reichert da Silva Assunção, Geisla Mary Silva Soares
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença periodontal (DP) tem sido avaliada como possível fator de risco para desfechos adversos da gravidez, como parto prematuro espontâneo (PPE) e baixo peso ao nascer. Este estudo caso-controle avaliou a relação entre periodontite materna e parto prematuro com baixo peso. Foram incluídos 126 pares de mães-bebês em até 15 dias após o parto, sendo 53 com nascimento prematuro com baixo peso e 73 à termo ou prematuro com peso suficiente. História médica tanto das mães quanto dos bebês foram obtidas de prontuário médico e os parâmetros clínicos periodontais das mães foram mensurados por um avaliador previamente calibrado Coeficiente de correlação intraclasse de 0.91). Comparações entre grupos foram realizadas por meio dos testes de Mann-Whintey e qui-quadrado. Associação entre variáveis foram testadas usado modelos ajustados de regressão logística penalizada pelo método de Firth, adotando-se nível de significância de 5%. Das 73 puérperas avaliadas que tiveram bebês com peso suficiente 11 foram diagnosticadas com saúde periodontal, 46 com periodontite estágios I ou II e 16 com periodontite estágios III ou IV. Já das 53 mães que tiveram bebês de baixo peso 40 foram diagnosticadas com periodontite estágios I ou II e 13 com periodontite estágio III ou IV. No modelo de regressão se observou que a periodontite esteve associada com o nascimento prematuro de baixo peso (p=0,005), aumentando em cerca de 18 vezes essa chance em comparação à saúde periodontal.

Conclui-se que no grupo avaliado a periodontite materna é um importante fator de risco para o parto prematuro com baixo peso. Esse resultado reforça a necessidade dos cuidados periodontais no período pré-natal como prevenção ao parto prematuro com baixo peso.

(Apoio: CAPES)
PNc0505 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Pacientes Periodontais com Comprometimento Cardiometabólico Apresentam Microbioma Subgengival Rico em Bactérias Redutoras de Nitrato
Alan Alves Machado, Jéssica Sueli Dos Santos Batista, Henrique Borges da Silva Grisard, Gislaine Fongaro, Ariadne Cristiane Cabral da Cruz
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste trabalho, o objetivo foi investigar associações entre a composição do microbioma subgengival e características clínicas sistêmicas de pacientes com periodontite. Foram coletadas amostras de biofilme do sulco gengival e dados clínicos de pacientes com periodontite e indivíduos sem essa condição (controle) atendidos na Clínica Odontológica da Universidade Federal de Santa Catarina (CEPSH/UFSC, parecer nº 6.595.041). O material genético foi extraído e submetido ao sequenciamento por nanoporos (MinION, Oxford Nanopore Technologies), adotando limiar mínimo de 157 leituras em nível de espécie. A análise subsequente dos dados permitiu a estratificação dos pacientes periodontais em dois perfis distintos (Grupos 1 e 2), além dos saudáveis (Grupo 3). O grupo 1 apresentou maior debilidade sistêmica, com 62,5% dos pacientes hipertensos concentrados nesse grupo (P = 0,03, Exato de Fisher) e uso mais frequente de fármacos associados a condições cardiometabólicas em comparação ao grupo 2, significativamente menos comprometido (P = 0,01, Mann-Whitney), e ao controle, que não apresentou prescrições associadas. Adicionalmente, o grupo 1 apresentou um microbioma distinto enriquecido em bactérias redutoras de nitrato (Veillonella parvula, Rothia spp., Haemophilus parainfluenzae e Neisseria sicca), sendo Veillonella parvula a espécie mais representativa. Não houve diferença nas características clínicas periodontais entre os grupos com a doença (P > 0,05).

Conclui-se que o comprometimento cardiometabólico pode estar associado a alterações do microbioma subgengival em pacientes periodontais, com seleção de espécies redutoras de nitrato, o que sugere o papel de condições sistêmicas na modulação dessa comunidade microbiana.

(Apoio: FAPESC  N° 984/2025)
PNc0506 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto a Longo Prazo do Probiótico B. lactis HN019 como Adjuvante à Terapia Periodontal em Pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2
Izadora Cianfa Firmino da Silveira, Ana Carolina Punhagui Hernandes, Débora de Souza Ferreira Sávio, Sergio Luiz de Souza Salvador, Renato Corrêa Viana Casarin, Michel Reis Messora, Flávia Aparecida Chaves Furlaneto
CTBMF e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou os efeitos clínicos e imunológicos do probiótico Bifidobacterium animalis subsp. lactis HN019 (B. lactis HN019), como adjuvante à terapia periodontal não cirúrgica (TPNC), em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e periodontite (PE) estágio III/IV, grau C, generalizada. Cinquenta pacientes receberam TPNC e foram aleatoriamente divididos em grupos Controle (C, pastilhas placebo, n=25) e Teste (T, pastilhas contendo 109 UFCs de B. lactis HN019, n=25). As pastilhas foram consumidas 2x/dia, por 3 meses. Parâmetros clínicos periodontais foram avaliados no baseline (BL), e após 6 e 12 meses. Amostras de fluido crevicular gengival (FCG) foram coletadas no BL e após 12 meses. Os dados foram estatisticamente analisados (p<0,05). Ambos os grupos apresentaram redução em profundidade de sondagem aos 6 e 12 meses em relação ao BL. Apenas o grupo T apresentou menores porcentagens de sangramento à sondagem e de bolsas profundas aos 6 e 12 meses, em relação ao BL. Aos 6 meses, o grupo T apresentou menor nível de inserção clínica (NIC) comparado ao BL e ao grupo C, e maior redução (delta) de NIC aos 6 e 12 meses, comparado ao grupo C. No FCG, houve um aumento de interleucina (IL)-1β apenas no grupo C, e um aumento de IL-10 apenas no grupo T, aos 12 meses comparados ao BL. Ambos os grupos apresentaram aumento de IL-4, IL-6, IL-17A, fator de necrose tumoral (TNF)-α e proteína quimiotática de monócitos (MCP)-3 aos 12 meses, comparado ao BL. Ambos os grupos reduziram a razão TNF-α/IL-4 ao final do estudo. O grupo T apresentou redução na razão IL-1β/IL-4.

Considerando as limitações do estudo, conclui-se que a terapia adjuvante com B. lactis HN019 potencializou os efeitos da TPNC em indivíduos com PE generalizada e DM2 a longo prazo.

PNc0507 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Aplicação de eritritol e clorexidina como monoterapia na terapia periodontal não cirúrgica: ensaio clínico randomizado
Maria Fernanda Kolbe, Leonardo Lairana Grosso, Mônica Grazieli Corrêa, Fabiano Ribeiro Cirano, Guilherme Almeida Borges, Raissa Micaella Marcello Machado, Suzana Peres Pimentel, Marcio Zaffalon Casati
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado de boca dividida avaliou a aplicação subgengival de pó de eritritol + clorexidina (ASEC) como monoterapia no passo II do tratamento periodontal, comparada à instrumentação ultrassônica convencional. Para isso, 28 adultos apresentando periodontite estágio II, III ou IV, grau B ou C, em pelo menos 4 sítios unirradiculares com profundidade de sondagem (PS) ≥4 mm e sangramento à sondagem (SS), foram randomizados em: Grupo Experimental (GE): aplicação subgengival com pó de eritritol e clorexidina 0,3%, e Grupo Controle (GC), ultrassom + polimento com taça borracha e pasta profilática. Os parâmetros clínicos: PS, posição da margem gengival (PMG), nível de inserção clínica (NIC), SS, presença de placa no sítio (PP), e dor / desconforto (VAS) foram avaliados no baseline (T0), 3 e 6 meses. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos e McNemar (α=0,05). Ambos os tratamentos reduziram significativamente a PS aos 3 e 6 meses. SS melhorou aos 6 meses em comparação ao T0. NIC reduziu no GC aos 3 e 6 meses em relação ao T0 (p<0,001), mas permaneceu estável no GE; diferença intergrupos aos 6 meses favoreceu GC. PMG e VAS foi semelhante entre tempos e grupos. Anestesia foi necessária em 6 pacientes no GC e 2 GE, mas sem diferença significativa. ASEC reduz PS e SS de forma semelhante ao tratamento convencional, porém com menor ganho de NIC.

ASEC reduz PS e SS de forma semelhante ao tratamento convencional, porém com menor ganho de NIC.

(Apoio: CAPES)
PNc0508 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Procedimento Operacional Padrão para rastreio de pré-diabetes e diabetes em clínica escola: estudo experimental de braço paralelo
Julia Bello Junqueira Ribeiro, Davi da Silva Barbirato, Rafael Paschoal Esteves Lima, Loliza Luiz Figueiredo Houri Chalub, Francisca Daniele Moreira Jardilino, Aline Araujo Sampaio
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Diabetes Mellitus (DM) afeta mais de 20 milhões de brasileiros, com 45% dos casos não diagnosticados. A periodontite (PD) é uma condição inflamatória crônica com alta prevalência. A PD compartilha com o DM uma relação bidirecional bem estabelecida: o DM pode levar a efeitos prejudiciais na condição periodontal, a PD pode impactar no alcance da meta glicêmica em pessoas com DM. Pessoas com PD grave têm maior risco de desenvolver DM tipo 2. Consensos e diretrizes nacionais e internacionais recomendam o rastreio de Pré-Diabetes (PDM) e DM no atendimento odontológico, especialmente a partir do diagnóstico de PD. Este estudo teve como objetivo desenvolver, testar e validar um Procedimento Operacional Padrão (POP) para rastreio de DM e PDM em uma clínica escola. Foi desenvolvido um estudo experimental controlado de braço paralelo em três disciplinas clínicas com atendimento voltado à Atenção Primária da FAOUFMG, no segundo semestre de 2025. Participaram 115 pacientes, sendo 60 no grupo teste e 55 no grupo controle. O POP utilizou o Índice Periodontal Comunitário (CPI≥3) como indicação direta para rastreio e os critérios da American Diabetes Association (ADA, 2025) para CPI<3. O grupo controle recebeu atendimento convencional com contraprova pela pesquisadora. Indicação de rastreio ocorreu em 93,3% do grupo teste e 94,5% do controle. Dos que retornaram com exames, 37,7% do grupo teste (n=45), 31,1% PDM, 6,6% limítrofes e 6,6% DM. No grupo controle (n=48), 43,75% PDM e 4,3% limítrofes. Nenhum rastreio foi realizado espontaneamente no grupo controle confirmando o subdiagnóstico de PDM e DM na ausência do POP e 54,5% dos prontuários não tinham CPI registrado.

O POP mostrou-se factível e efetivo para identificação de PDM e DM no atendimento odontológico.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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