9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 831 a 840


PNc0410 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação do pH e da acidez titulável de géis de carboidrato comercialmente disponíveis
Dayviddy Lucas Magalhães Silva, Ranna Karine de Oliveira Costa Barros, Antônio Pedro Ricomini Filho, Jaime Aparecido Cury, Cínthia Pereira Machado Tabchoury
Biociências FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A erosão dentária é influenciada não apenas pelo pH, mas também pela acidez titulável dos produtos. Géis de carboidrato são amplamente consumidos durante exercícios de alta intensidade, condição associada à redução do fluxo salivar, comprometendo a capacidade tampão e prolongando a exposição do esmalte a ácidos. Este estudo avaliou o pH e a acidez titulável de géis de carboidrato comercialmente disponíveis. Foram analisados 11 géis, com diferentes composições, de quatro marcas comerciais. Como controles, utilizaram-se suco de laranja (Del Valle®) e refrigerante à base de cola (Coca-Cola®). O pH foi determinado por eletrodo de vidro acoplado a potenciômetro calibrado, após diluição (1 g/3 mL de água), em triplicata. A acidez titulável foi determinada por titulação com NaOH 0,1 M até pH 7,0. Os volumes de base necessários para atingir pH 5,5 e 6,5 foram expressos em mmol de OH⁻/30 g. Os géis apresentaram pH entre 2,75 e 5,95. A acidez titulável variou de 0,00±0,00 a 9,82±0,08 mmol de OH⁻ até pH 5,5 e de 0,36±0,10 a 12,43±0,11 mmol de OH⁻ até pH 6,5. Nove dos 11 géis apresentaram valores de acidez titulável superiores aos controles. O refrigerante apresentou 0,27±0,01 e 0,52±0,03 mmol de OH⁻ e o suco de laranja 1,53±0,02 e 2,06±0,04 mmol de OH⁻, respectivamente, até pH 5,5 e 6,5.

Conclui-se que a maioria dos géis de carboidrato apresenta elevado potencial erosivo, caracterizado por baixo pH e alta acidez titulável, o que pode prolongar a exposição do esmalte a condições desmineralizantes.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 88887.185309/2025-00)
PNc0411 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeitos pré-clinicos do etanol no padrão high-intensity drinking na bioquímica e metabolômica da saliva e proteoma das glândulas salivares
José Mário Matos Sousa, Wallacy Watson Pereira Melo, Cristian Dos Santos Pereira, Leonardo Oliveira Bittencourt, Aline Dionizio, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Rafael Rodrigues Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar os efeitos do etanol no padrão high-intensity drinking sobre a saliva e glândula salivar em modelo pré-clínico. Para isso, ratos Wistar machos foram submetidos a quatro ciclos de consumo tipo binge (etanol 20%, 3 g/kg/dia, 3 dias on e 4 dias off). Ao término, a saliva foi analisada em seu perfil oxidativo, iônico, enzimático e metabolômico. Para a análise estatística foi considerado p<0,05, sendo utilizado o teste t de Student para comparação intergrupos. As glândulas avaliadas em seu perfil proteômico por espectrometria de massas. A exposição ao etanol promoveu elevação da concentração de nitritos e da peroxidação lipídica, isso concomitante à redução de glutationa reduzida e ainda um aumento compensatório da capacidade antioxidante total, caracterizando um desequilíbrio no sistema redox. Paralelamente, observou-se aumento da concentração dos íons cloretos e fósforo e redução da atividade amilásica, indicando comprometimento funcional da saliva. Além disso, foi observado que o etanol promoveu uma mudança metabólica na saliva, caracterizada por redução de metabólitos ligados ao metabolismo energético basal e aumento daqueles associados à fermentação bacteriana e degradação proteica. Ainda, a análise proteômica das glândulas evidenciou que a exposição ao etanol alterou o perfil proteico destes órgãos, de forma a modular a expressão de proteínas associadas a componentes estruturais do citoesqueleto, vias metabólicas celulares e bioquímicas.

Portanto, em conjunto, os achados demonstram que o etanol promove alterações integradas em múltiplos alvos proteicos das glândulas salivares e compromete tanto o sistema redox quanto a composição salivar, evidenciando um impacto sistêmico e funcional sobre essas glândulas.

(Apoio: CNPq  N° 307747/2025-5  |  CAPES  N° 001)
PNc0412 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do tratamento antimalárico nas glândulas salivares e saliva: uma análise bioquímica, morfológica e sialoquímica em ratos
Helder Carlos Pelais Freitas, Cristian Kallahan Silva Chagas, Hadassa Helez Neves Ferreira, Felipe Oliveira Nunes, Renata Duarte de Souza-rodrigues, Rafael Rodrigues Lima
ICB - Instituto de Ciências Biológicas UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A malária configura-se como grave problema de saúde pública global, sendo a Amazônia brasileira considerada região endêmica com altos graus de mortalidade, assim, seu tratamento medicamentoso se faz essencial, mas por outro lado pode desencadear alterações em glândulas salivares ainda pouco esclarecidas na literatura. Logo, este estudo investigou os efeitos da administração de cloroquina e primaquina sobre as glândulas salivares e saliva de ratos. Para isso, 20 ratos Wistar machos, com 60 dias de vida, foram divididos em 2 grupos: controle (n=10), que recebeu água destilada durante 7 dias consecutivos por gavagem orogástrica e exposto (n=10), que recebeu a administração por 3 dias de cloroquina (1° dia 32,23 mg/kg; 24,18 mg/kg no 2° e 3° dia) e primaquina diariamente (4,24 mg/kg) durante 7 dias. No 8° dia, a saliva e as glândulas parótida, submandibular e sublingual foram coletadas e destinadas para análises bioquímicas oxidativas, sialoquímicas, histopatológicas, histoquímicas e morfométricas. Para a comparação entre os grupos utilizou-se o teste t de Student adotando p<0,05. A bioquímica oxidativa revelou redução da capacidade antioxidante nas três glândulas e na saliva, assim como dos níveis de glutationa na glândula parótida. Houve um aumento da peroxidação lipídica em todas as glândulas. A sialoquímica indicou redução de proteínas totais e alterações iônicas salivares. Foi possível observar também alterações morfológicas, nas áreas de ácino, ducto, estroma, e histoquímica no conteúdo do colágeno.

Conclui-se que o tratamento padrão para malária pode estar associado com a diminuição da capacidade antioxidante e alterações morfológicas das glândulas, com repercussões sialoquímicas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 307747)
PNc0413 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência da aplicação sistêmica da ivermectina na progressão da periodontite experimental em ratos
Ricardo Romulo Batista Marinho, Luiz ALexandre Moura Penteado, Juliana Cama Ramacciato
CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE MACEIÓ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta pesquisa foi investigar a influência da ivermectina sobre a progressão da doença periodontal induzida em ratos, analisar radiograficamente o suporte ósseo alveolar remanescente nas amostras nos diversos grupos experimentais e controle; analisar histomorfometricamente o número de células inflamatórias (NCI), o nível da inserção conjuntiva (NIC) e a densidade osteoclástica (DO) nos diversos grupos experimentais e controle e comparar os resultados radiográficos e histomorfométricos nos diferentes grupos experimentais.

Concluímos que nesta pesquisa a Ivermectina apresentou resposta equivalente ao tratamento Padrão Ouro adotado pela periodontia (Amoxicilina + Metronidazol), mostrando-uma promissora alternativa para terapia adjuvante da periodontite.

PNc0414 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Determinação da Concentração Inibitória Mínima de Lactobacillus reuteri e Lactobacillus rhamnosus frente ao Biofilme Dental
Aline Aparecida Dos Santos, Ana Clara Bernardes Barbosa, Carolina Carvalho de Oliveira Santos, Thiago Fonseca Silva
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os probióticos são definidos como microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, promovem benefícios à saúde do hospedeiro. No contexto odontológico, destacam-se por seu potencial no controle de patógenos associados a doenças bucais. O presente estudo teve como objetivo determinar a concentração inibitória mínima (CIM) de Lactobacillus reuteri e Lactobacillus rhamnosus frente a bactérias do biofilme dental. A metodologia consistiu na exposição do inóculo bacteriano a diferentes concentrações dos extratos probióticos, em placas de 96 poços, utilizando resazurina como indicador de viabilidade celular. A atividade bacteriana foi avaliada por leitura visual, sendo a coloração azul indicativa de ausência de crescimento e a rosa de atividade microbiana. Os resultados demonstraram que Lactobacillus reuteri apresentou atividade antibiofilme nas concentrações de 0,01070; 0,00535; 0,00267 e 0,00133 mg/mL, enquanto Lactobacillus rhamnosus apresentou efeito inibitório nas concentrações de 0,17125 até 0,00133 mg/mL.

Conclui-se que Lactobacillus reuteri apresentou maior potencial antibiofilme, evidenciado pela eficácia em menores concentrações quando comparado a Lactobacillus rhamnosus.Agradecimentos: Ao CNPq, à CAPES e à FAPEMIG pelos recursos disponibilizados direta ou indiretamente.

(Apoio: CNPq)
PNc0415 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação dos efeitos da suplementação oral com biotina sobre a cicatrização de feridas cutâneas induzidas em ratos
Ruan Henrique Delmonica Barra, Ester Oliveira Santos, Elisa Mara de Abreu Furquim, Luiz Guilherme Fiorin, Gabriela Carrara Simionato, Otávio Augusto Pacheco Vitória, Juliano Milanezi de Almeida
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cicatrização cutânea é um processo fisiológico complexo, influenciado por fatores sistêmicos como o estado nutricional. A biotina, vitamina hidrossolúvel do complexo B, atua como cofator de enzimas envolvidas no metabolismo energético e na síntese de substratos essenciais à organização da matriz extracelular. Este estudo avaliou os efeitos da suplementação oral deste micronutriente na cicatrização de feridas cutâneas em ratos. Quarenta ratos Wistar foram distribuídos em dois grupos: controle, recebendo água destilada, e biotina, recebendo 2 mg/dia por gavagem iniciada 30 dias antes da indução das lesões e mantida até o fim dos períodos experimentais. Foram confeccionadas feridas circulares de espessura total na região dorsal, com eutanásia aos 3, 7, 14 e 21 dias para análises macroscópica, histológica, organização de fibras colágenas por Picrosírius-red sob luz polarizada e mensuração da contração da ferida. Ambos os grupos apresentaram redução progressiva da área da lesão, porém o grupo biotina exibiu maior contração aos 14 e 21 dias. Observou-se epitelização mais avançada e menor presença de crostas no grupo biotina aos 14 dias. A análise colagênica revelou maior proporção de fibras maduras e maior área total de colágeno aos 21 dias.

Conclui-se que a suplementação com biotina favorece a fase de remodelação da cicatrização, promovendo maior contração da ferida e maturação colagênica.

PNc0416 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do leite zero lactose na desmineralização do esmalte por biofilme enriquecido com polissacarídeos extracelulares
Raymi Rodrigo Leitão de Souza, Cínthia Pereira Machado Tabchoury, Jaime Aparecido Cury, Antônio Pedro Ricomini Filho
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O leite zero lactose contém glicose e galactose, carboidratos potencialmente cariogênicos para o esmalte. Além disso, sua cariogenicidade pode ser potencializada quando fermentado por biofilme previamente exposto à sacarose, em razão da presença de polissacarídeos extracelulares (PEC), o que não tem sido explorado experimentalmente. Este estudo piloto avaliou in vitro o efeito do leite zero lactose na desmineralização do esmalte promovida por biofilme enriquecido com PEC. Biofilmes de Streptococcus mutans UA159 (n=4) foram formados sobre blocos de esmalte dental bovino com dureza de superfície conhecida, recobertos por película adquirida, em meio UTYEB e expostos 5 vezes ao dia, durante 48 h, à sacarose 10% para formação de PEC. Em seguida, os biofilmes foram expostos 8 vezes ao dia, durante 72 h, aos tratamentos: (i) água ultrapurificada (controle negativo), (ii) leite bovino zero lactose UHT (Jussara®), (iii) leite bovino convencional UHT (Jussara®), (iv) glicose 2,25% + galactose 2,25% (Gli+Gal), (v) lactose 4,5% e (vi) sacarose 10% (controle positivo). Após 120 h, avaliou-se a perda de dureza de superfície (%PDS). Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α=5%). O leite zero lactose (15,1 ± 7,3) e convencional (15,2 ± 6,4) não diferiram da água (4,3 ± 3,5) (p>0,05) quanto à %PDS, mas apresentaram valores inferiores aos observados para Gli+Gal (37,1 ± 5,7) e lactose (38,0 ± 9,0) (p<0,05). A sacarose apresentou a maior %PDS (77,3 ± 2,6) (p<0,05).

Os resultados deste estudo piloto sugerem que leite zero lactose não apresenta potencial de desmineralização do esmalte, ao contrário da solução de Gli+Gal, o que pode estar relacionado às propriedades anticariogênicas do leite. 

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 130026/2026-3  |  CNPq  N° 421581/2025-5)
PNc0418 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

EXPRESSÃO DE NLRP3 E TLR4 EM LESÕES PERIRRADICULARES DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2
Thiago Inoue, Cíntia Gonçalves Vimercati Ferreira Pinto, Cinthya Cristina Gomes, Josue da Costa Lima-junior, Luciana Armada
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a influência do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) na expressão de NLRP3 e na ativação de TLR4 em lesões perirradiculares (LP). Foram coletadas 26 LP (13 DM2 e 13 C) de dentes com infecção endodôntica primária. Lâminas silanizadas contendo cortes de parafina foram utilizadas para a realização das reações de imuno-histoquímica e imunofluorescência. A análise das imagens foi realizada com auxílio de microscópio óptico, e cada lâmina foi subdividida em 5 campos de grande aumento. Foram atribuídos valores (0-2) para cada campo, de acordo com o número de marcações positivas para o anticorpo. Os dados foram analisados considerando como significância estatística o valor de p < 0,05. A avaliação qualitativa de NLRP3 revelou 46% de marcações fraco/moderado e 54% de forte em diabéticos e 31% de marcações focal, 38% fraco/moderado e 31% de forte em controles. A análise quantitativa revelou maior expressão em diabéticos (p=0,009). A avaliação qualitativa de TLR4 revelou 31% de marcações negativo/focal, 38% fraco/moderado e 31% de forte em diabéticos e 46% de marcações negativo/focal e 54% fraco/moderado em controles. A análise quantitativa revelou maior expressão em diabéticos (p=0,003). Indivíduos com DM2 apresentaram alterações importantes na expressão de TLR4 e no inflamassoma NLRP3, promovendo uma resposta inflamatória mais intensa frente à infecção endodôntica.

Indivíduos com DM2 apresentaram alterações importantes na expressão de TLR4 e no inflamassoma NLRP3, promovendo uma resposta inflamatória mais intensa frente à infecção endodôntica.

PNc0419 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Atividade antimicrobiana e antibiofilme do extrato de Psidium guajava L. como irrigante endodôntico in vitro e ex vivo
Mariana Gadelho Gimenez Diamantino, Caroline Trefiglio Rocha, Júlia Andrade de Oliveira, Gustavo Henrique de Assis Silva, Felipe Bernardo de Moura, Amjad Abu Hasna, Luciane Dias de Oliveira, Claudio Antonio Talge Carvalho
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Enterococcus faecalis está frequentemente associado ao insucesso do tratamento endodôntico, devido à sua elevada resistência aos protocolos de preparo e desinfecção, favorecendo sua persistência e reinfecção do sistema de canais radiculares. Nesse cenário, o desenvolvimento de alternativas terapêuticas de origem natural tem se mostrado promissor. Este estudo teve como objetivo produzir o extrato de Psidium guajava L. (goiabeira) e avaliar sua atividade antimicrobiana e antibiofilme frente a cepa clínica de E. faecalis, além de investigar sua eficácia em modelo ex vivo com dentes humanos unirradiculares. A atividade antimicrobiana foi determinada por microdiluição em caldo (CLSI M100-S15), para obtenção da concentração microbicida mínima (CMM). As concentrações mais eficazes foram testadas em biofilmes monotípicos formados por 48 horas, expostos ao extrato por 20 minutos, com avaliação da viabilidade por contagem de unidades formadoras de colônia (UFC/mL) e ensaio de MTT. No modelo ex vivo, dentes unirradiculares tiveram coroas removidas e raízes padronizadas em 15 mm, sendo esterilizados por radiação gama (cobalto-60) e contaminados com E. faecalis. Após 21 dias de formação de biofilme, os espécimes foram divididos em três grupos (n=12): água apirogênica, NaOCl 2,5% e extrato de goiabeira. Amostras microbiológicas foram coletadas antes e após o preparo biomecânico com sistema Reciproc R40 e irrigação. Dois espécimes por grupo foram analisados em MEV. Os dados foram submetidos aos testes ANOVA/Tukey ou Kruskal-Wallis/Dunn (p<0,05).

O extrato de goiabeira isolado apresentou atividade antimicrobiana e antibiofilme em cepas clínicas de E. faecalis durante preparo biomecânico.

PNc0420 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise metatranscriptômica do impacto de Enterococcus faecalis em biofilmes endodônticos multiespécies
Daniela Mita, Ana Carolina Cambui Pereira, Giulia Queiroz de Oliveira, Mário Fortes de Araújo Filho, Ericka Tavares Pinheiro
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A metatranscriptômica permite avaliar a expressão gênica em comunidades microbianas complexas. Este estudo investigou a influência de Enterococcus faecalis no perfil transcriptômico de biofilmes multiespécies em diferentes estágios de maturação. Foram avaliados dois modelos de biofilme: (1) 9 espécies bacterianas (Actinomyces oris, Veillonella dispar, Fusobacterium nucleatum, Streptococcus anginosus, Streptococcus oralis, Prevotella intermedia, Campylobacter rectus, Porphyromonas gingivalis e Tannerella forsythia) e (2) as mesmas espécies acrescidas de E. faecalis. Os biofilmes foram cultivados sobre discos de hidroxiapatita por 3 e 21 dias em anaerobiose. O sequenciamento de RNA foi realizado na plataforma NovaSeq 6000 (Illumina). A análise taxonômica foi baseada no Human Oral Microbiome Database (HOMD), enquanto a anotação funcional utilizou os bancos DIAMOND e EggNOG. A expressão gênica diferencial (DEG) foi explorada utilizando DESeq2 (P<0,05). Biofilmes contendo E. faecalis apresentaram maior abundância transcricional de P. gingivalis, enquanto S. oralis apresentou maior abundância transcricional no biofilme de 21 dias sem E. faecalis. C. rectus e T. forsythia apresentaram maior atividade transcricional nos biofilmes maduros de 21 dias. Diferenças transcriptômicas globais foram observadas entre os biofilmes com e sem E. faecalis.

Conclui-se que E. faecalis pode modular a atividade transcricional de biofilmes endodônticos multiespécies, potencialmente influenciando características associadas à virulência microbiana.

(Apoio: CAPES  N° 88887.246029/2026-00  |  FAPs - FAPESP  N° 2021/14434-9)



.