9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 1651 a 1660


PIa0067 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Produção de um guia clínico para tomada de decisão em odontologia no contexto do HIV
Giselle de Medeiros Silva, Beatriz Braga Tenório, Diego Belmiro, Michelle Agostini, Lucianne Cople Maia, Bruno Augusto Benevenuto de Andrade, Jefferson da Rocha Tenorio, José Alcides Almeida de Arruda
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A atuação odontológica em pessoas vivendo com HIV apresenta desafios relacionados às mudanças no perfil clínico da infecção. A terapia antirretroviral reduziu manifestações orais clássicas e ampliou condições associadas ao envelhecimento, comorbidades e polifarmácia. O objetivo foi desenvolver um guia clínico baseado em evidências para o manejo odontológico de pessoas vivendo com HIV. Realizou-se revisão narrativa da literatura com inclusão de publicações dos últimos 10 anos, com ênfase em estudos clínicos e diretrizes nacionais e internacionais, seguida da síntese e organização das evidências. O conteúdo abrangeu distinção entre HIV e AIDS, fases da infecção, riscos de transmissão, terminologia adequada, acidentes ocupacionais, manifestações orofaciais, manejo clínico, exames complementares, terapia antirretroviral e interações medicamentosas, além de profilaxia pós-exposição. O produto foi validado por quatro docentes especialistas. Como resultado, foi desenvolvido um e-book estruturado como guia clínico, com abordagem sistematizada e aplicável à prática.

Conclui-se que o material constitui ferramenta baseada em evidências, com potencial para qualificar o atendimento odontológico e promover maior segurança clínica.

(Apoio: CNPq  N° 105443/2026-3)
PIa0068 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Tendências da produção científica sobre o SUS nos anais da SBPqO (2015-2025): análise bibliométrica
Fernando de Castro Lira do Carmo, Thaíssa do Nascimento Dias, Gabriele Carneiro Martins, Arthur Blasco, Isabella Soares Dos Santos Sol, Raphaela Marino Carvalho, Maria Clara de Jesus Santos, Katlin Darlen Maia
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com objetivo de analisar o perfil e as tendências da produção científica relacionada ao Sistema Único de Saúde (SUS) publicadas nos anais da SBPqO, entre 2015 e 2025, realizou-se um estudo bibliométrico nos anais do evento utilizando os descritores "SUS", "Sistema Único de Saúde", "Saúde Pública" e "Saúde Coletiva". A coleta dos dados foi realizada em dados públicos, com organização das informações em planilhas no Google Sheets. De 1088 resumos identificados, 556 foram selecionados após triagem e remoção de duplicatas. A análise temática foi conduzida com auxílio de Inteligência Artificial generativa (fine-tuning) para classificação em eixos. Os dados foram apresentados por estatística descritiva. O volume de publicações foi crescente, com pico em 2025 (19,78%) e mínima em 2019 (4,68%). Predominaram estudos transversais (51,08%) e a categoria Painel Aspirante/Efetivo (37,95%). A região Sudeste concentrou a produção (52,52%), com destaque para São Paulo (27,16%) e para as instituições UFMG (9,35%) e UNESP Araçatuba (6,65%). Embora instituições públicas realizem 75,36% das pesquisas, 61,69% de todos os trabalhos não reportaram fomento. Os eixos prevalentes foram Gestão (28,78%), Epidemiologia (17,09%) e Acesso (15,83%).

Observa-se uma expansão recente na produção científica sobre o SUS na SBPqO, fortemente sustentada por universidades públicas do Sudeste. Persiste a necessidade de descentralização regional e ampliação do fomento para fortalecer a pesquisa em saúde pública no Brasil.

PIa0069 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Necessidade normativa de tratamento e utilização de serviços odontológicos em crianças brasileiras: evidências do SB Brasil 2023
Viviane C. Souza, Larissa Souza Ferreira, Luiza de Jesus Queiroz, Viviane da Conceição Moreira, Amanda Vieira da Silva de Oliveira, Lorena Lúcia Costa Ladeira
INSTITUTO FLORENCE DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A utilização de serviços odontológicos na infância é essencial para a prevenção de doenças bucais, mas nem sempre ocorre de forma proporcional às necessidades clínicas, levantando preocupações quanto à equidade e à responsividade do sistema de saúde. Investigou-se a associação entre necessidade normativa de tratamento odontológico e utilização de serviços em crianças brasileiras de 5 anos. Estudo transversal de base populacional com dados do SB Brasil 2023 (n=7.198). O desfecho foi a utilização de serviços (sim/não) e a principal exposição, a necessidade normativa de tratamento, com ajuste para variáveis sociodemográficas, clínicas e de acesso. As análises consideraram o desenho amostral complexo, com estimativas ponderadas, utilizando regressão de Poisson com variância robusta para estimar razões de prevalência (RP; IC95%). A prevalência de utilização foi de 61,3%, enquanto 42,9% apresentavam necessidade de tratamento. Não houve associação significativa entre necessidade e utilização (RP=1,09; IC95%:0,95-1,25). Em contraste, dor dentária autorreferida (RP=1,32; IC95%:1,17-1,49) e posse de plano odontológico (RP=1,52; IC95%:1,40-1,65) associaram-se a maior uso. No modelo ajustado, dor (RP=1,28; IC95%:1,11-1,47) e plano (RP=1,43; IC95%:1,25-1,65) permaneceram significativos.

A utilização mostrou-se mais influenciada por sintomas e acesso do que pela necessidade normativa, sugerindo padrão reativo, possível barreira estrutural ao cuidado oportuno e persistência de iniquidades, reforçando a necessidade de ampliar ações preventivas e o acesso equitativo na atenção à saúde bucal infantil.

PIa0070 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Perfil epidemiológico, resolutividade e continuidade do atendimento odontológico em uma unidade prisional paulista
Gabriela Arcúrio Landini Marchi, Giovana Renata Gouvêa, Amanda Pelegrin Candemil
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou caracterizar o perfil epidemiológico, a resolutividade e a continuidade do atendimento odontológico na Penitenciária "Joaquim de Sylos Cintra", em Casa Branca-SP. Realizou-se um estudo descritivo, transversal e documental, com coleta de dados retrospectiva de prontuários referentes ao ano de 2024. A amostra compreendeu 838 atendimentos realizados em 340 pacientes únicos (média de 2,46 atendimentos/indivíduo). Evidenciou-se um expressivo fluxo de cuidado longitudinal, no qual 68,2% da amostra (n=232) retornou ao serviço ao menos uma vez, estabelecendo um Indicador de Continuidade Assistencial (ICA) de 0,68; um caso de alta complexidade demandou 12 atendimentos. Os resultados indicam predominância de atendimentos eletivos (60,7%) frente às urgências (39,3%). No tocante à resolutividade clínica, observou-se a realização de 197 procedimentos conservadores frente a 81 intervenções cirúrgicas, as quais resultaram na exodontia de 102 elementos dentários, estabelecendo um Indicador de Resolutividade (IR) de 0,51. Tal dado confirma um perfil assistencial predominantemente preservador, no qual o volume de restaurações superou as extrações. As ações preventivas apresentaram índice residual (1,1%).

Conclui-se que o serviço apresenta resolutividade satisfatória e alinhada à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), rompendo com o modelo puramente emergencial através da continuidade da assistência. Persiste, contudo, a necessidade de fortalecer o componente preventivo para garantir a integralidade do cuidado no sistema prisional.

(Apoio: CNPq  N° 135703/2025-5 - IC)
PIa0071 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Medidas de orientação sexual e identidade de gênero na vigilância em saúde no Brasil (1967-2025)
Valeska Lacerda Domingos Garcia, Phelipe Elias da Silva, Heitor Bernardes Pereira Delfino, Bruno Monteiro Silva, Euvesley Silva, Roberto Francisco Moura Gomes Santos, Catarina Machado Azeredo, Priscilla Barbosa Ferreira Soares
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a incorporação de medidas de orientação sexual e identidade de gênero (OSIG) nos sistemas nacionais de vigilância em saúde ao longo de quase seis décadas. Foi realizado estudo documental transversal com base em fontes públicas, incluindo bases do DATASUS e levantamentos do IBGE, contemplando pesquisas nacionais, como o SB Brasil, e sistemas administrativos implementados entre 1967 e 2025. Os sistemas foram examinados quanto à presença e à organização das variáveis de OSIG e classificados como ausentes, parciais ou conforme a abordagem em duas etapas, que distingue sexo atribuído ao nascimento e identidade de gênero atual. Foram avaliadas 228 observações sistema-ano. A maioria não incluiu qualquer medida de OSIG (91,2%), enquanto apenas 8,8% incorporaram ao menos uma variável. Informações sobre orientação sexual foram mais frequentes do que aquelas relativas à identidade de gênero, restritas a poucos sistemas recentes. Nenhum sistema contemplou simultaneamente sexo atribuído ao nascimento e identidade de gênero, evidenciando ausência completa da abordagem recomendada. Os achados revelam uma lacuna estrutural persistente na vigilância em saúde brasileira.

A ausência de medidas padronizadas compromete a identificação de populações historicamente negligenciadas e limita a produção de evidências essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas equitativas.

(Apoio: CAPES  N° #001  |  CNPq  N° INCT Saúde Oral e Odontologia #406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED #00204-23 )
PIa0073 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Hábitos de higiene e necessidades odontológicas em crianças com Síndrome Congênita do Zika
Nadielly Gomes Fernandes, Lucas Gabriel Pacas do Nascimento, Matheus Nobrega Pereira, Maria Renata Caballero Lettieri Pinto, Marcele Jardim Pimentel
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Síndrome Congênita do Zika (SCZ) está associada a alterações orofaciais e elevada demanda por cuidados odontológicos, sobretudo em populações com acesso limitado à assistência, mesmo não especializada. Este estudo avalia hábitos de higiene oral e sua relação com as necessidades de tratamento em crianças com SCZ, considerando ainda a via de alimentação. Trata-se de estudo observacional, descritivo e comparativo, com análise retrospectiva de 20 prontuários de pacientes atendidos pelo projeto de extensão Odonto em Campo/UFPB. Foram analisadas frequência e métodos de higiene oral, percepção dos cuidadores e necessidades de tratamento bucal. A associação entre necessidade de tratamento e via de alimentação foi também investigada e para isto os pacientes foram divididos conforme via alimentar: oral (GO; n=10) e enteral (GE; n=10) (Fischer p<0,05). Observou-se que 95% dos cuidadores relataram ter recebido orientações de higiene, apesar disto, 60% classificaram a saúde bucal como ruim e 75% não possuíam acompanhamento odontológico periódico. Foi observada associação entre a via de alimentação e o perfil de necessidades odontológicas, com predominância de restaurações no GO (p<0,001) e raspagens supragengivais no GE (p=0,025). Mesmo sem alimentação oral para GE, não foi observada diferença na frequência de higiene oral entre os grupos (p=0,320), sendo esta realizada predominantemente 2x ao dia (65%), com uso de escova e dentifrício, sendo limitado o uso de instrumentos auxiliares (40%).

Conclui-se que pacientes SCZ com via enteral estão mais susceptíveis a doenças periodontais, mesmo com relato de frequência regular de higiene oral. Este achado indica a necessidade de estratégias educativas mais específicas para este público.

PIa0074 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise comparativa dos valores de colutórios comercializados no estado da Bahia
Ana Bruna Ferreira Ribeiro, Marianna Miranda Sampaio, Érica Jamilly Mendes Ferreira, Priscila Moraes Lima, Manoelito Ferreira Silva-Junior
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi comparar o custo de colutórios comercializados no estado da Bahia. O estudo de análise econômica foi realizado com dados secundários públicos, baseado nos itens classificados conforme a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM:3306.90.00). Em sites de distribuidoras foram extraídas informações do código de barras (EAN), princípio ativo, presença de álcool, presença de fluoreto e quantidade em mililitros (mL). Os preços médios anuais (01/abril/2025 a 01/abril/2026) foram obtidos no aplicativo Preço da Hora para a Bahia. Foram excluídos colutórios do tipo spray, combo com outros produtos, infantis ou sem quantidade. Os valores anuais foram padronizados para 100 mL. A análise foi realizada no Bioestat (5.3) pelas medianas, utilizando os testes Mann-Whitney ou Kruskal Wallis/Dunn (p<0,05). Foram identificados 732 e incluídos 158 colutórios. Houve diferença entre os princípios ativos, onde colutórios com cloreto de cetilpiridínio (n=69, R$R$3,41), apresentou valores menores comparado a clorexidina (n=14, R$9,50) e óleos essenciais (n=28, R$5,57), mas sem diferença para triclosan (n=12, R$4,04) ou outros (n=35, R$4,33) (p<0,001). Os colutórios com fluoretados (n=93, R$4,26) apresentaram menores valores comparado aos não fluoretados (n=49, R$6,14) (p=0,0043). Não houve diferença significativa para colutórios com (n=22, R$4,33) ou sem álcool (n=124, R$4,69) (p=0,3489).

Os colutórios comercializados na Bahia apresentaram alta amplitude de preço. Os valores foram influenciados pelo tipo de princípio ativo e presença de fluoreto, mas não com a presença de álcool.

PIa0075 - Painel Iniciante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Relação entre avaliação odontológica pré-operatória e infecções após cirurgias cardíacas: estudo retrospectivo
Nicole Galdino Rusaffa, Marcela Alves Dos Santos-paul, Ana Eliza Durães de Faria, Itamara Lucia Itagiba Neves, Ricardo Simoes Neves, Bianca de Fátima Borim Pulino, Raphael Capelli Guerra, Heloisa Fonseca Marão
SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA ALBERT EINSTEIN
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a prevalência e o histórico de infecções após cirurgias cardíacas coronárias e valvares em hospital terciário e verificar a relação entre essas infecções e a avaliação odontológica prévia. Foi realizado um estudo retrospectivo no InCor-HCFMUSP, avaliando pacientes submetidos à cirurgias cardíacas eletivas entre janeiro de 2018 e abril de 2019. Os dados foram obtidos de banco institucional e prontuários eletrônicos. Foram excluídos casos de urgência/emergência, infecções pré-cirúrgicas e registros incompletos. A avaliação odontológica foi composta de exame clínico e radiográfico e a liberação odontológica como ausência de focos infecciosos após tratamento. A análise estatística incluiu testes qui-quadrado ou exato de Fisher para variáveis categóricas e teste t de Student para variáveis quantitativas, adotando nível de significância de 5%. A amostra foi composta por 1276 cirurgias, com prevalência de infecção de 10,6%, sendo as infecções do sítio cirúrgico as mais prevalentes representando (6,2%), enquanto a pneumonia foi a menos observada (0,2%). O tempo de internação hospitalar e os óbitos relacionados à infecção apresentaram diferença estatisticamente significativa (p<0,0001). Em relação à avaliação odontológica, 62,3% dos pacientes no grupo de cirurgia valvar foram avaliados e 25,8% no grupo de cirurgia coronária. Não foi observada infecção em 89,8% dos pacientes que realizaram avaliação odontológica; houve uma diferença significativa entre a duração da internação hospitalar e a avaliação odontológica (p=0,0187; p=0,0317).

Desta forma, a prevalência de infecção pós-cirúrgica foi considerada alta e tempo de internação hospitalar foi menor nos pacientes que realizaram avaliação odontológica.

PIa0076 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Maloclusão e bullying: prevalência e fatores associados em escolares de Teresina-PI
José Renato da Costa Santos Filho, Maria Eduarda Matos Sousa, RENATA ELLEN SILVA SANTOS, Lúcia de Fatima Almeida de Deus Moura, Marina de Deus Moura de Lima, Marcoeli Silva de Moura, Cacilda Castelo Branco Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal objetivou analisar a associação entre maloclusão e bullying verbal em escolares. Foram avaliados 1.053 escolares, de 8 a 10 anos de idade, matriculados em escolas públicas e privadas de Teresina, Piauí. Os dados foram coletados por meio de questionários socioeconômico e demográfico, versão brasileira do Child Perceptions Questionnaire (CPQ8-10), além de exame clínico das crianças. O bullying verbal foi avaliado por meio de pergunta "Nas últimas 4 semanas, com que frequência outras crianças tiraram sarro de você ou lhe apelidaram devido aos seus dentes ou sua boca?, do CPQ8-10. A maloclusão foi classificada pelo Dental Aesthetic Index (DAI) e cárie dentária pelos índices ceod/CPOD. Foram realizadas análises descritivas, bivariadas e regressão de Poisson com variância robusta (p<0,05). A prevalência de bullying verbal foi de 21,7% e a de maloclusão de 66,3%. Na análise ajustada, renda familiar de até 1 salário mínimo (RP=1,42; IC95%=1,07-1,90; p<0,016), experiência de cárie (RP=1,76; IC95%=1,33-2,34; p<0,001) e a maloclusão incapacitante (RP=1,60; IC95%=1,15-2,23; p=0,006) permaneceram associadas ao bullying verbal.

Conclui-se que maloclusão incapacitante, renda familiar, experiência de cárie foram fatores associados ao bullying verbal em escolares, reforçando a importância da saúde bucal na dimensão psicossocial do cuidado odontológico infantil.

(Apoio: CNPq  N° 1  |  CAPES  N° 2  |  UFPI  N° 3)
PIa0078 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Tendência temporal das ações coletivas de prevenção do câncer de boca no Sistema Único de Saúde (2020-2025)
Beatriz Luiza Germinari Basana, Amanda Tenório Pedro, Flávio de Melo Garcia, Luiz Renato Paranhos, Cristiane Maria da Costa Silva
odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A implantação de ações coletivas de prevenção do câncer de boca (ACPC) no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço na consolidação de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e à redução da mortalidade. Este estudo analisou a tendência temporal dessas ações no Brasil (2020-2025) e associações com indicadores estruturais, assistenciais e de incidência da doença. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, utilizando dados do Sistema de Informações do SUS (DATASUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram analisados o número ACPC realizadas, além do número de participantes, biópsias e de casos de câncer de boca por 100.000 habitantes. Os indicadores estruturais incluíram a cobertura de saúde bucal da atenção primária, Indice de Desenvolvimento Humano e de GINI. Tendências temporais foram avaliadas por regressão de Prais-Winsten, com estimativa das taxas de incremento anual (TIA) e as associações, por regressão de Poisson com variância robusta, utilizando o software R. Observou-se aumento significativo no número de ACPC no Brasil (TIA=68,28%; p=0,03), com crescimento em todas as macrorregiões, especialmente no Sul e Sudeste. O número de participantes e de biópsias também apresentou tendência crescente significativa em parte das regiões. A incidência de câncer de boca permaneceu estável no período (p>0,05). Não foram identificadas associações estatisticamente significativas entre as ACPC e as demais variáveis (p>0,05).

Embora tenha sido observada expansão das ações coletivas e de biópsias, os casos de câncer de boca mantiveram-se estáveis. Esse padrão sugere possível aumento da capacidade de detecção, mas ainda sem evidência de alteração na tendência temporal da ocorrência da doença.




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