9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 1161 a 1170


PNd0775 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Da ação antimicrobiana e desempenho mecânico à imunomodulação: estratégia dual com superfície fotocatalítica para implantes dentários
Cícero Andrade Sigilião Celles, Samuel Santana Malheiros, Raphael Cavalcante Costa, Jairo Matozinho Cordeiro, Luciano Tavares Angelo Cintra, Leonardo Perez Faverani, Valentim Adelino Ricardo Barão, Bruna Egumi Nagay
Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Infecções peri-implantares mediadas por biofilme polimicrobiano (BP) demandam estratégias multifuncionais capazes de associar atividade antimicrobiana, estabilidade de superfície e modulação favorável da resposta imune. Desse modo, desenvolveu-se um revestimento fotocatalítico de TiO₂ dopado com bismuto (Bi-TiO₂) por plasma eletrolítico de oxidação associado à terapia fotodinâmica com azul de metileno (AM) e luz visível, como uma abordagem dual para potencializar a geração local de espécies reativas de oxigênio (EROs). Foram avaliadas propriedades físico-químicas, mecânicas, tribológicas e fotoeletroquímicas, incluindo fotocorrente transiente, Mott-Schottky e espectroscopia de impedância eletroquímica. A atividade antimicrobiana foi avaliada em biofilmes monoespécie (Staphylococcus aureus) e BP (24h e 96h), citocompatibilidade, polarização de macrófagos e resposta tecidual in vivo. Dados quantitativos foram analisados estatisticamente (α=0,05). O revestimento apresentou hidrofilicidade e resistência mecânica. Sob irradiação, quando ativado, promoveu excitação eletrônica, favorecendo a separação de cargas e a formação de EROs, responsáveis por dano oxidativo bacteriano (p<0,05). Consequentemente, o sistema desencadeou redução da viabilidade e dano de membrana bacteriana, evidenciado pela liberação de beta-galactosidase (p<0,05). Ainda, apresentou citocompatibilidade, polarização de macrófagos para fenótipo M2 e redução de TNF-α. In vivo, a irradiação de Bi-TiO₂ + AM reduziu a carga bacteriana e o infiltrado inflamatório.

Bi-TiO₂ associado à terapia fotodinâmica mostrou-se uma estratégia dual promissora para o controle de infecções peri-implantares e longevidade dos implantes.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 19/17238-6  |  FAPs - Fapesp  N° 24/06635-2  |  CAPES  N° 001)
PNd0776 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da macrogeometria modificada sobre o reparo ósseo peri-implantar em ratos
Natalia Reatti Sela, Cassio Leandro Rampaso, Samir Absy, Mônica Grazieli Corrêa, Fabiano Ribeiro Cirano, Marcio Zaffalon Casati, Raissa Micaella Marcello Machado, Suzana Peres Pimentel
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o impacto da macrogeometria modificada na osseointegração de implantes e nos níveis de biomarcadores ósseos e angiogênicos em ratos. Vinte ratos Wistar foram distribuídos em dois grupos (n=10): implantes com macrogeometria modificada (Grupo teste) e convencional (Grupo controle). Os animais foram submetidos à instalação de implantes de titânio (um em cada tíbia, no Dia 0). A eutanásia ocorreu no 30º dia após a instalação deles. Após a eutanásia, foram realizadas análises histomorfométricas (BAFO% e BIC%) e quantificação de marcadores ósseos e angiogênicos. O grupo teste apresentou maiores valores de BAFO% (53,9±3,79 vs. 45,0±3,77; p≤0,001) e de BIC% (59,9±4,68 vs. 49,3±3,81; p≤0,001). Entre os biomarcadores, observaram-se níveis menores de DKK1 (p=0,04) e níveis maiores de SOST (p=0,03), sem diferenças significativas para OPG, VEGF, FGF e OPN (p>0,05).

Conclui-se que a macrogeometria modificada favoreceu a osseointegração e modulou os níveis de DKK1 e SOST.

PNe0777 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Tratamentos cirúrgicos conservadores da osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos: um estudo retrospectivo
Karen Yasmin Martins do Nascimento Queiroz Bichiarov, Maísa Pereira da Silva, Maria Eduarda de Freitas Santana Oliveira, Mateus Torres e Silva, Celso Fernando Palmieri Junior, Francisley Ávila Souza
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (OMIM) permanece um desafio terapêutico pela ausência de consenso no manejo. O tratamento conservador é indicado nos estágios iniciais, enquanto a cirurgia é frequentemente necessária em casos avançados. Este estudo avaliou os desfechos de três abordagens cirúrgicas conservadoras - sequestrectomia, debridamento e mandibulectomia marginal - e fatores associados à cicatrização. Trata-se de coorte retrospectiva, conforme diretrizes STROBE, com análise de pacientes com OMIM estágios I-III tratados entre 2011 e 2024 no Louisiana State University Health Sciences Center. Todos foram submetidos à cirurgia conservadora associada a antibióticos sistêmicos e clorexidina 0,12%. A cicatrização foi classificada em: osso exposto, em cicatrização, cicatrizado ou cicatrizado com nova área. Foram incluídos 54 pacientes (idade média 71,6 anos), sendo o debridamento o procedimento mais frequente (51,8%). Houve cicatrização completa em 74% dos casos, 12,9% apresentaram cicatrização tardia e 9,3% exposição óssea persistente. O debridamento associou-se a melhores desfechos (p=0,023), enquanto a exposição persistente ocorreu apenas após mandibulectomia marginal. Não houve associação significativa entre risco (UCONNS) e cicatrização tardia.

O manejo cirúrgico conservador da MRONJ resultou em altas taxas de cicatrização, sendo o debridamento a abordagem com os resultados mais favoráveis. Esses achados reforçam a eficácia de abordagens cirúrgicas menos invasivas, destacando a importância do controle da infecção, do adequado fechamento dos tecidos moles e da preservação do osso vascularizado para o sucesso do tratamento da MRONJ.

(Apoio: CAPES  N° #88887.899731/2023-00)
PNe0778 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação in vitro da resistência à tração de fios utilizados nas suturas em "X" realizadas em exodontias
Ana Cecília Moreira Pinho, Gileade Pereira Freitas, Helena Bacha Lopes, Paula Gabriela Faciola Pessôa de Oliveira, Arlindo Ribeiro da Silva Neto, Alann Thaffarell Portilho de Souza
ODONTOLOGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Complicações decorrentes do rompimento precoce de suturas podem estar relacionadas à técnica e ao material utilizado, tornando relevante a avaliação de sua resistência mecânica. Este estudo in vitro teve como objetivo comparar a força máxima, o limite de resistência e o alongamento de diferentes materiais empregados em suturas em X. Foram utilizados blocos de resina produzidos em impressora 3D (Phrozen Sonic Mini 4K), contendo quatro perfurações padronizadas, nos quais foram aplicados fios de seda e nylon nas espessuras 3-0 e 4-0, utilizando-se ponto em X interno e externo. Os ensaios mecânicos foram realizados em máquina universal de ensaio (Kratos Modelo KE). Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística por meio de análise de variância (ANOVA), seguida do teste de Tukey, adotando-se nível de significância adequado. Os resultados demonstraram variações entre os materiais e técnicas quanto à força máxima, limite de resistência e alongamento sob tração.

Conclui-se que não há um único material ou técnica superior em todas as situações, porém a escolha adequada, baseada nas propriedades mecânicas observadas, pode contribuir para a redução do risco de falhas e melhorar o desempenho clínico das suturas.

PNe0779 - Painel Aspirante
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de vitex agnus-castus e extrato de pitaya no trabeculado ósseo femoral em ratas com osteoporose experimental
Yasmin Tavares Camargo, Maria Carolina Coelho Bellini, Sayuri Poli Suguimoto, Laysa Tauana Rosado da Silva, Dimitrius Leonardo Pitol, Karina Fittipaldi Bombonato Prado
Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteoporose é uma doença multifatorial caracterizada pelo desequilíbrio na remodelação óssea, com maior reabsorção em relação à formação, associada à deficiência estrogênica e ao estresse oxidativo. Nesse contexto, fitoestrógenos têm sido investigados como alternativa terapêutica devido à sua interação com receptores estrogênicos e ação antioxidante. O presente estudo avaliou o efeito in vivo do extrato de pitaya e do vitex agnus-castus no trabeculado ósseo da epífise femoral de ratas submetidas à osteoporose experimental. Foram utilizadas 36 ratas Wistar Hannover de 8 semanas, distribuídas em grupos controle (SHAM), ovariectomizado (OVX), OVX tratado com vitex agnus-castus (VAC+OVX) e OVX tratado com extrato de pitaya (EPY+OVX). Após a ovariectomia, administraram-se 200 mg/kg de vitex agnus-castus e 300 mg/kg de extrato de pitaya, por via oral, durante 12 semanas. Após eutanásia, os fêmures foram coletados para análise histológica e quantificação do trabeculado ósseo, com avaliação estatística pelo teste de Kruskal-Wallis (p<0,05). O grupo OVX apresentou redução significativa na porcentagem de trabéculas em relação aos grupos SHAM e EPY+OVX. O grupo VAC+OVX apresentou valores semelhantes ao OVX e inferiores aos grupos SHAM e EPY+OVX. Não houve diferença entre SHAM e EPY+OVX.

Sugere-se assim que o extrato da pitaya favorece a manutenção do trabeculado ósseo em comparação ao vitex em um modelo experimental de osteoporose, com possível relevância para a Odontologia, especialmente na manutenção do tecido ósseo em condições de perda sistêmica.

(Apoio: CNPq  N° 125189/2023-0)
PNe0780 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do consumo High-intensity drinking de Etanol na Micromorfologia do Osso Alveolar em Ratos Wistar: Uma Abordagem Multimodal
Monica Naomi Seko, José Mário Matos Sousa, Vinicius Ruan Neves Dos Santos, Zuleni Alexandre da Silva, Rafael Rodrigues Lima
ICB UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O padrão de consumo High-intensity drinking (HID), definido em humanos como a ingestão de 10 ou mais doses de etanol em uma única ocasião, é o mais popular entre populações jovens e tem demonstrado causar diversos impactos à saúde. Este estudo objetivou avaliar os efeitos do impacto do consumo padrão HID, sobre a microarquitetura e qualidade do osso alveolar mimetizado em ratos. Para isso, foram utilizados 16 ratos Wistar, machos, aleatorizados nos grupos Etanol (GE) e Controle (GC) (n= 8/grupo). O grupo GE foi submetido a 4 ciclos de consumo no padrão HID (3 dias de exposição e 4 de abstinência) com etanol a 20% (p/v) na dose de 3 g/kg/dia por gavagem intragástrica, enquanto o GC recebeu água destilada. Após o período experimental, as hemi-mandíbulas foram coletadas e submetidas a análises de microtomografia computadorizada e microscopia eletrônica de varredura. Os dados foram analisados por teste t de Student não pareado (p < 0,05). A análise revelou que o grupo GE foi capaz de modular a microarquitetura óssea, evidenciada pela diminuição da relação do volume ósseo pelo volume de tecido e redução da espessura e número trabecular. Adicionalmente, o grupo exposto exibiu maior separação trabecular e porosidade total em relação ao GC. No entanto, não houve diferença na superfície óssea entre os grupos. A análise morfométrica revelou que o grupo GE apresentou uma maior perda óssea vertical.

Conclui-se que o padrão de consumo HID de etanol é capaz de induzir alterações no osso alveolar, modulando a microarquitetura e aumentando o perfil de reabsorção óssea.

(Apoio: CNPq  N° 312275/2021-8)
PNe0781 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Análise bibliométrica sobre autotransplante dental: mapeamento em múltiplas bases entre 2016 a 2026
Susiane Queiroz Bastos, Gil Guilherme Gasparello, Thais Nogueira Gava, Tayla Granemann Jede, Isabela Alex Kloss, Rosilene Andrea Machado, Vinícius Obal, Orlando Motohiro Tanaka
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo realizou um mapeamento bibliométrico da produção científica sobre autotransplante dental em múltiplas bases de dados. Foi conduzida uma busca estruturada em 28 de abril de 2026 no PubMed, Web of Science, Embase e Scopus, com o descritor MeSH "Tooth Transplantation" combinado a termos livres em título e resumo, sem restrição de idioma, abrangendo o período entre 2016-2026. Após exportação e remoção de duplicatas, extraíram-se dados de ano, periódico, autoria, país, idioma e palavras-chave; redes de coautoria e coocorrência foram geradas no VOSviewer. Identificaram-se 750 registros brutos, resultando em 373 publicações únicas (PubMed=241; Web of Science=286; Embase=213; Scopus=10). Observou-se crescimento progressivo, com pico em 2024 (n=39). O inglês foi o idioma predominante (94,8%). O Dental Traumatology liderou as publicações (n=24), seguido pelo Journal of Endodontics (n=15) e BMC Oral Health (n=11). China, Alemanha e Japão foram os países mais produtivos; o Brasil figurou em 8ª posição. Schwarz F foi o autor mais produtivo, seguido por Parvini P e Abella Sans F. As palavras-chave indicaram ênfase em sobrevida e seguimento a longo prazo, com crescente associação a tecnologias digitais, especialmente impressão 3D e tomografia de feixe cônico.

A produção sobre autotransplante dental cresceu consistentemente na última década, concentrada em países e periódicos específicos. Observa-se incorporação crescente de tecnologias digitais no planejamento e execução do procedimento, bem como necessidade de estudos com maior nível de evidência para subsidiar a tomada de decisão clínica.

PNe0782 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação pós-cirúrgica da exodontia de terceiros molares inferiores utilizando o dispositivo piezoelétrico - estudo clínico
Maria Julia Barbosa Ferreira, Francisley Ávila Souza, Renato Sussumu Nishioka
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A exodontia de terceiros molares inferiores é um procedimento frequente, associado a complicações pós-operatórias como dor, edema e trismo. A piezocirurgia surge como alternativa minimamente invasiva, promovendo cortes seletivos em tecido ósseo e melhor preservação das estruturas adjacentes. Objetivos: Avaliar os pós-operatórios e a qualidade de vida após a exodontia de terceiros molares inferiores inclusos utilizando dispositivo piezoelétrico. Metodologia: Foram avaliados 32 pacientes, entre 18 e 35 anos, submetidos à exodontia por um único operador com técnica padronizada, utilizando um protótipo desenvolvido pela VR-DeltaLife (São José dos Campos). O tempo cirúrgico foi mensurado da incisão à sutura. A avaliação pós-operatória foi realizada por questionário eletrônico baseado na escala PoSSe, analisando dor, edema, trismo e impacto nas atividades diárias. Não foram utilizados anti-inflamatórios, apenas antibiótico e analgésico. Resultados: O tempo cirúrgico médio foi de 68,4 ± 22 minutos. Edema foi observado em 80% dos pacientes nos dois primeiros dias e trismo em 40%, principalmente no terceiro dia. A dor ocorreu predominantemente entre 3 e 4 dias após a cirurgia, sendo controlada com analgésicos simples. Não houve relatos de náuseas ou vômitos, e nenhum paciente necessitou de medicação de maior potência. A maioria relatou impacto leve a moderado nas atividades diárias, com 90% dos pacientes classificando o pós-operatório como positivo.

A piezocirurgia mostrou-se uma técnica segura e eficaz, proporcionando recuperação satisfatória e bom controle dos sintomas, mesmo sem o uso de anti-inflamatórios, apesar do maior tempo cirúrgico.

PNe0784 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

MACHINE LEARNING NA PREDIÇÃO DE TECIDOS MOLES A PARTIR DE DADOS ANTROPOMÉTRICOS CRANIANOS EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE FEIXE CÔNICO
Letícia Vilela Santos, Carolina de Melo Carvalho, Israel Chilvarquer, Janaina Paiva Curi Beaini, Cicero Moraes, Thiago Leite Beaini
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Na identificação de pessoas desaparecidas, nem sempre é possível a confirmação da identidade, sendo necessários métodos secundários, como a aproximação facial forense (AFF). Nesse contexto, dados antropométricos craniofaciais permitem estimar tecidos moles a partir de estruturas cranianas. Sendo assim, este estudo analisou a associação e a predição entre variáveis craniométricas com larguras e distâncias de estruturas faciais, por meio de treinamento de modelos de machine learning (ML) que possam ser utilizadas em AFF. Foram analisadas 90 tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) no software Horos. As variáveis craniométricas incluíram: largura bifrontal (FMB), distância entre os forames infraorbitários (IOD), largura da abertura nasal (NLB), distância intercaninos (ICD) e distância entre os forames mentuais (MFD), e as de tecidos moles: largura ocular (ca'-ca'), alar (Al-Al) e da boca (Ch-Ch). Realizaram-se correlação, modelagem por ML (kNN, árvore de decisão, Random Forest, AdaBoost e regressão linear) e comparação pelo erro médio absoluto (EMA) no software Orange. A largura ocular (ca'-ca') apresentou maior correlação com FMB (r=0,763) e IOD (r=0,498). Para Al-Al, destacou-se a associação com a FMB (r=0,572), enquanto Ch-Ch apresentou correlações mais baixas. O melhor desempenho de predição foi para ca'-ca' (EMA=1,31 mm; AdaBoost), seguido de Al-Al (1,9 mm) e Ch-Ch (4,3 mm), ambos por regressão linear.

Verificou-se que há correlação e possibilidade preditiva entre estruturas cranianas e faciais, sendo que a diferença entre o real e as estimativas foram baixas e passíveis de serem utilizadas em técnicas como a AFF.

(Apoio: CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNe0785 - Painel Aspirante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

O impacto do licopeno na atividade de osteoclastos de osso alveolar de molares de ratos com periodontite
Lays Cristina Gouvea, Arles Naisa Amaral Silva, Lucas de Andrade Rodrigues, Maria Eduarda Fernandes Mingatto, Matheus Teixeira Bolzan,, Gabriella de Oliveira, Estela Sasso Cerri, Paulo Sérgio Cerri
Morfologia e clínica infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O licopeno é um carotenoide com propriedades anti-inflamatórias cujo uso tem sido apontado como possível terapia coadjuvante no tratamento da periodontite (P). O objetivo desse estudo foi avaliar se o licopeno interfere na imunoexpressão de MMP-9 e catepsina K (CTSK), enzimas envolvidas na atividade de osteoclastos (OC). 108 ratos adultos Holtzman foram distribuídos em 3 grupos (n = 36 ratos/grupo): Controle (GC), Grupo P (GP) e Grupo P tratado com licopeno (GPL). No GPL, o tratamento diário com 20 mg/kg de licopeno teve início com a indução da P nos 1º molares superiores. Após 7, 35 e 70 dias de tratamento, os ratos foram eutanasiados e fragmentos de maxilas foram removidos e processados para inclusão em parafina. A área óssea da região de furca do 1º molar, superfície óssea em íntimo contato com OC (BS/OC), conteúdo de colágeno birrefringente sobre o processo alveolar, áreas de OC imunofluorescente à MMP-9 e à CTSK foram mensurados. A expressão gênica de Mmp9 por RT-qPCR foi avaliada na mucosa gengival dos 1ºs molares. Os dados foram submetidos ao ANOVA (one-way e two-way) pós-teste de Tukey (p < 0,05). Em todos os períodos, o GPL apresentou área óssea e conteúdo de colágeno significantemente maiores em comparação ao GP, enquanto os valores de BS/OC e a área MMP-9+ em OC foram significantemente menores. Aos 70 dias, a expressão de Mmp9 foi significantemente menor no GPL em comparação ao GP. Embora aos 7 dias nenhuma diferença foi observada na imunoexpressão de CTSK em OC entre GPL e GP, uma significante redução foi observada no GPL aos 35 e 70 dias.

O efeito benéfico do licopeno na atividade reabsortiva deve-se, em parte, à redução expressiva de MMP-9 e CTSK, contribuindo para mitigar os danos causados pela P.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/08688-9  |  FAPESP  N° 202415030-7  |  FAPESP  N° 22/11244-7)



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